Cana-de-açúcar deu origem a 17,5% de toda energia do Brasil em 2016

Um documento liberado pelo governo, consolidou os dados mais importantes sobre a matriz energética brasileira. Os dados finais de 2016 revelam o tamanho da relevância da cana-de-açúcar para o país e onde foi registrado crescimento em relação ao ano passado.

Entre os destaques está a participação da cana-de-açúcar, que correspondeu a 17,5% de toda a oferta nacional de energia.

Mesmo com a ampliação da cana-de-açúcar na matriz brasileira no ano passado, o ritmo é menor do que um ano antes. Em 2015, a produção e o consumo de etanol elevaram a participação do setor sucroenergético na matriz energética brasileira, aproveitando em parte a queda do combustível fóssil no mercado. Nos números de 2016, pode-se perceber que o recuo geral no mercado de combustíveis, reflexo do cenário econômico nacional, e a nova dinâmica de preços para a gasolina resultaram em recuo na participação do etanol. Por outro lado, cresceu a contribuição da cana no que se refere à cogeração de biomassa.

Além disso, os valores mostram que a participação da cana na matriz energética nacional alcançou o mesmo nível de 2010. E mais, em 2009 a cana teve uma presença maior do que em 2016. Uma consideração importante é que esse valor de 17,5% alcançado no ano passado já é superior à meta do Brasil para 2030, estabelecida no NDC em 16%. Ou seja, o que o Brasil precisa fazer nos próximos 13 anos é manter esse percentual, podendo até reduzir a participação da cana em 1,5%.

O trabalho é utilizado por especialistas do mundo inteiro para entender os rumos energéticos do Brasil. O cálculo considera toda a energia disponibilizada no país ao longo de 2016, incluindo eletricidade e combustíveis, a partir de fontes renováveis e não renováveis.

Fonte: Nova Cana

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