Brasília: Seminário Bioquerosene e o RenovaBio

O Seminário tratou da inserção do Bioquerosene de aviação na matriz energética nacional e como a nova Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) pode contribuir para acelerar esta penetração. O evento foi organizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), a Embraer e a Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis de Aviação, Gol Linhas Aéreas; e aconteceu na sede do CNPq, em Brasília, nesta segunda-feira, 07 de maio.

José Mauro Coelho, Diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética, participou do evento apresentando a palestra “Mercado Futuro de QAV e Bioquerosene”, na qual mostrou que em 2016, a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) aprovou o CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation), que entrará em efetividade em 2020, obrigando a indústria de aviação civil dos países signatários a neutralizar ou compensar suas emissões de gases do efeito estufa. De acordo com José Mauro, a aprovação do CORSIA pela CAO, um instrumento baseado em mercado e alinhado com as resoluções da COP-21, reforça a obrigação da indústria de aviação em mitigar as suas emissões de CO2 e diferente do setor rodoviário, a solução para o setor aéreo não passa pela eletrificação. A alternativa são os combustíveis sustentáveis de aviação, inclusive o etanol.

De acordo com Pedro Scorza, assessor técnico para combustíveis renováveis da Gol Linhas Aéreas, “No Brasil temos grandes oportunidades em lipídeos e oleaginoseas. Além disso, ainda existe a cana-de-açúcar, que já é uma realidade industrial”.

O Presidente Executivo do Sindalcool PB, Edmundo Barbosa, esteve presente à ocasião e afirmou que “O Ministério das Minas e Energia tinha por lei essa obrigatoriedade de propor metas de descarbonização, que depois vão ser desmembradas em metas para as distribuidoras. As petroleiras querem uma meta menor, mais baixa, e propuseram na semana passada 7,2%ou 7,6%, e agora a meta lançada pelo Ministério foi de 10% de redução na intensidade de carbono na matriz energética. Ou seja, de 2018 à 2028 deve-se atingir essa meta de redução de gramas de CO2 por megajoule de energia (mJ/g).  Inclusive no evento o tema principal era o bioquerosene, mas também se discutiu muito sobre biodiesel e etanol. Todas as empresas aéreas precisam reduzir em 50% as suas emissões até 2050, e elas estão buscando isso”.

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