UE chega a acordo para fase dois da Diretiva de Energias Renováveis

Representantes do Parlamento Europeu e dos países-membros da União Europeia (UE) atingiram nessa quinta-feira (14/06) um acordo a respeito das metas de energia renovável que o bloco terá que cumprir no período entre 2020 e 2030. Os debates em torno da elaboração da nova etapa da Diretiva de Energias Renováveis (RED II) já se prolongavam por 20 meses desde que a Comissão Europeia apresentou sua primeira proposta no final de 2016.

O texto acordado determina 32% da energia consumida pelos 28 país-membros do bloco venha de fontes renováveis até o final do período. A meta é mais ambiciosa do que os 27% que constava em versões preliminares, mas fica abaixo dos 35% sugeridos pelo Parlamento.

As metas poderão ser elevadas em 2023 quando a RED II deverá passar por uma revisão.

As medidas têm como foco, o compromisso assumido pela UE de baixar as emissões de gases do efeito estufa em 40% até o ano de 2030 assumida como parte do Acordo de Paris.

Transporte

A versão final da RED II também inclui uma meta de 14% de renováveis no setor de transportes. O valor final ficou acima dos 12% que eram defendidos pelo Europarlamento.

O texto torna realidade a ideia de criar um teto para o uso de biocombustíveis de primeira geração – aqueles fabricados a partir de commodities alimentares. Pelas novas regras, a produção só poderá crescer até 2020 ficando congelada a partir de então. Também foi criado uma meta de 3,5% para os biocombustíveis avançados feitos com biomassa residuais.

Além dos tetos, foi acertado um banimento no uso de óleo de palma na produção de biocombustíveis. Importado principalmente da Indonésia e Malásia,países onde a indústria da palma tem um longo histórico de desmatamento, a commodity é uma das maiores fontes na produção de biodiesel.

Inicialmente, as importações serão congeladas nos níveis atuais com o estabelecimento de um cronograma que levará a um banimento total até 2030.

Os limites impostos aos biocombustíveis são interpretados como um mecanismo para encorajar a eletrificação da mobilidade.

O acordo ainda precisa ser ratificado tanto pelo Parlamento quanto pelo Conselho Europeu o que ainda pode levar alguns meses para acontecer. Contudo, essa segunda etapa tende a ser vista como uma mera formalidade.

Por Fábio Rodrigues – http://BiodieselBR.com
Com informações Reuters, Platts, Renewables Now e Euractiv

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