Economia com uso da energia solar: PB desperdiça oportunidade.

Com energia solar, economia anual do governo chegaria a R$ 200 milhões. De acordo com matéria publicada em 22 de julho de 2018 no Correio Braziliense, a energia solar é uma alternativa para redução dos gastos públicos.

“Se todos os prédios públicos tivessem miniusinas com painéis fotovoltaicos, como o MME e a Aneel, a economia anual chegaria a R$ 200 milhões. Em 2017, gasto da administração federal com eletricidade foi de R$ 2,083 bilhões

Com potencial de gerar 170 vezes mais eletricidade do que a atual matriz brasileira, a energia solar ainda é subaproveitada no país, contribuindo com menos de 1%. Iniciativas pontuais, no entanto, revelam que investir em geração fotovoltaica é cada vez mais necessário e providencial para o Brasil que, além de ser um país tropical, com muita irradiação solar, precisa conter os gastos. Se o governo federal replicar em todos os prédios públicos a instalação que cobre apenas o Ministério das Minas e Energia (MME) e, bem recentemente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), poderia economizar, pelo menos, R$ 200 milhões por ano em energia.

O gasto com eletricidade da administração federal no ano passado foi de R$ 2,083 bilhões. Em 2016, foi de R$ 2,156 bilhões. O recuo de 3,5% de um ano para outro já foi reflexo de algumas medidas de eficiência energética adotadas pelo Executivo, entre elas a instalação de um miniusina fotovoltaica na cobertura do MME. O sistema foi realizado no modelo de acordo de cooperação técnica entre a pasta e Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), sem ônus para o poder público, mas com custos de cerca de R$ 500 mil. A potência de geração da miniusina é de 69 quilowatts (kW) ou 60 quilowatts pico (kWp), que equivale ao consumo de 23 residências de uma família média brasileira, com três a quatro pessoas consumindo 300 kWh por mês.”

Paralelo a isso, no contexto estadual, na Paraíba, a conta de energia elétrica da UFPB tem o mais alto valor em reais. A partir dessa informação e dos dados sobre a redução de custos com o uso da energia solar, percebe-se que a utilização dessa fonte energética deveria ser cogitada, não só pela diminuição de gastos, mas também por ser uma fonte limpa e renovável.

Vale ressaltar também que no início do mês de agosto a Paraíba sediará o Solar Summit 2018. O 1° evento da Abertura da Safra tratará da complementariedade entre a fonte solar e a fonte biomassa. Na oportunidade, serão reunidas as principais autoridades dessa área no âmbito do governo. Edmundo Barbosa, presidente do Sindalcool, destaca que “o evento será uma excelente oportunidade para atrair empreendedores que quiserem se situar melhor diante das perspectivas da energia solar, lembrando que a PB é o Estado que tem a mais intensa irradiação solar no País”.

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