A CIÊNCIA ADVERTE QUE DESMATAR A AMAZÔNIA FAZ MUITO MAL AO AGRONEGÓCIO

A bancada ruralista apoia toda e qualquer legislação que ajude a desmatar mais a Amazônia e o Cerrado. Um trabalho que acaba de ser publicado na Nature mostra como e porquê o desmatamento prejudica o próprio agronegócio. Conversando com os pesquisadores, Daniela Chiaretti escreve que “o estudo mapeou o valor de serviços ecossistêmicos da floresta na produção de alimentos (castanha do Brasil), no fornecimento de matérias-primas (borracha e madeira), na mitigação de gases-estufa (absorção e estoque de carbono) e na regulação do clima (avaliando as perdas para soja, pecuária e geração de hidroeletricidade se o volume de chuvas diminuir).” Os números mostrados são sérios. Segundo o professor Britaldo Soares, da UFMG e um dos autores, se as terras não designadas fossem desmatadas, só no estado do Mato Grosso os prejuízos seriam da ordem de R$ 1,3 bilhões por ano. A estimativa é que a floresta Amazônica em pé gere um valor de mais de R$ 30 bilhões todo ano. Existem, hoje, mais de 60 milhões de hectares de terras não designadas, que são terras públicas sem destinação pelo Poder Público e que não são, nem nunca foram, parte de uma propriedade privada. Para Soares, “designar estas áreas significa protegê-las. Poderiam tornar-se florestas de produção, com uso sustentável e sem precisar derrubá-las. Quando se faz a designação destas áreas, assegura-se que elas se tornem um bem comum em vez de deixá-las para a especulação e a grilagem.”

 

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