Depois do recorde de vendas de etanol em 2018, começa o processo de certificação do produto e chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente vem à João Pessoa.

A Paraíba bateu um recorde de vendas de Etanol durante 2018, houve economia para a população de 164 milhões de reais pela disponibilidade de Etanol. Agora começa o processo de certificação da produção.

Nesse processo de certificação para elevação da produtividade e maior competitividade do Etanol em relação a gasolina, o objetivo final é redução de custo do etanol para o consumidor e a garantia de menor emissão de gases de efeito estufa.

Nos dias 06 a 08 de Fevereiro vamos receber em João Pessoa o Chefe Geral da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi e a Dra. Nilza Patricia Ramos, pesquisadora na já referida empresa. Ambos participam da elaboração do RenovaBio desde o princípio.

Os objetivos da visita são conhecer as empresas sucroalcooleiras interessadas na certificação do Renovabio, e esclarecer dúvidas sobre a calculadora RenovaCalc e o RenovaBio. Para tanto, haverá reunião com Gestores Agrícolas, Técnicos de Ciências da Computação, Gestores da Indústria e com Diretores das Usinas, tendo a participação de Carlos Eduardo Xavier do Agroicone – CEOX com objetivo de orientar o processo de preparação para a Certificação.

De acordo com Edmundo Barbosa, presidente executivo do Sindalcool, “na última reunião será discutida uma proposta técnica organizada pelo Agroicone e CEOX para apoiar as equipes das usinas na elaboração de um plano estratégico em função do Renovabio. Reunimos o que está sendo realizando no Centro-Sul pelo grupo Tereos e outras empresas, pensando em uma organização comum às usinas associadas ao Sindalcool/PB para que possam tirar o melhor proveito”.

                SOBRE O RENOVABIO:

Regulamentações complementares da Política Nacional de Biocombustíveis (mensagem presidencial ao Congresso publicado neste início do ano legislativo):

“Em reconhecimento à importância dos biocombustíveis para a matriz energética nacional, a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) objetiva traçar estratégia conjunta para reconhecer o papel de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética brasileira, tanto para a segurança energética quanto para a mitigação de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa. Ambas seguem compromissos ratificados pelo Brasil no Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.

“O desafio é completar todas as regulamentações necessárias ao pleno funcionamento do RenovaBio, especialmente no que diz respeito ao desdobramento das metas compulsórias anuais em metas individuais para os distribuidores de combustíveis, bem como as regras para as transações dos Créditos de Descarbonização (CBIOs), iniciativa que criará o primeiro mercado de carbono no Brasil. Esse mercado permitirá remunerar os produtores de biocombustíveis a depender do nível da performance energético ambiental do ciclo de vida dos seus processos produtivos, certificados com o auxílio da RenovaCalc”.

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