Nova entidade da sucroenergia nasce para discutir agendas discriminadas

Base da Associação de Produtores de Açúcar e Bioenergia é formada pelos defensores da venda direta de etanol e contrários à importação de etanol dos EUA

Desde esta segunda (01/04/19), o Brasil passa a ter mais uma associação de classe de produtores de açúcar e etanol, para, no âmbito de interesses não atendidos no Fórum Nacional Sucroenergético (FNS), fazer valer uma discussão mais ampla do setor e de prioridades discriminadas. É a Associação de Produtores de Açúcar e Bioenergia, nascida com 30 membros do Norte, Nordeste e de unidades produtivas de Goiás e Espírito Santo.

Presidida por Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar Pernambuco e com Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar Alagoas, na presidência do Conselho, a nova entidade também surge sob o descontentamento dos membros diante de algumas agendas.

“Nós iremos preservar nossa conduta construtiva dentro do Fórum Nacional Sucroenergético, que tem o caráter de reunir entidades de  classe de todo o país. Atuaremos também com as usinas e destilarias do Brasil, com capacidade para chegar de 45 a 50 membros ainda esse ano”, disse Renato Cunha

Entre elas, por exemplo, o pleito de venda direta de etanol das usinas aos postos, defendida pelo Nordeste em princípio, com Cunha e Alexandre Lima, da Feplana, e atual presidente da Câmara de Açúcar e Etanol do Mapa. Opondo-se ao interesse da Unica – que reúne as indústrias do Centro-Sul e pouco apreciada no FNS

Outra agenda que também não teve apoio foi a discussão sobre a manutenção do imposto de importação do etanol americano, de interesse do Nordeste visto que o biocombustível de milho americano entra na competição do etanol de cana nordestino.

“No nosso planejamento estratégico, focaremos a necessidade de empoderar as teses genuínas da produção nacional, sem xenofobias, mas incrementando a competitividade, a produção nacional, políticas de renda, empregos e sustentabilidade para o nosso segmento. No contexto atual, acentuaram-se nos últimos anos muitas distorções sobretudo fruto do desequilíbrio existente nos mercadores compradores dos nossos produtos”, concluiu o presidente da recém-criada entidade.

Por: Giovanni Lorenzon

Fonte: Notícias Agrícolas

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