Agroindustrial Miriri faz aniversário e crescimento é fruto de investimentos em tecnologia e time de colaboradores

O sentimento de pertencimento expressado pelos colaboradores da Miriri Agroindustrial e Bionergia é visível na campanha dos seus 45 anos, cuja data oficial de aniversário na segunda-feira (12), alcançou ativa participação e comentários nas redes sociais. Com a ideia de “time”, o crescimento da empresa está explicado, pois a posicionou como uma das agroindústrias pioneiras em tecnologias do setor no Nordeste, além de destaque na exportação de açúcar e cuidados com a natureza.

         O sistema de plantio de mudas pré-brotadas (MPB) faz parte dos investimentos tecnológicos, trazidos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) pelo diretor presidente Gilvan Morais. O MPB de cana é uma tecnologia de multiplicação, que contribui para uma rápida produção de mudas, associando um alto padrão de fitossanidade, vigor e uniformidade do plantio. Para plantar um hectare de cana, o consumo de mudas cai de uma média de 20 toneladas, no sistema convencional, para duas toneladas no MPB.

         A Miriri também aposta na irrigação por gotejamento com pivô central, que tem eficiência de 85% no uso da água. Além disso, todo o plantio é realizado utilizando a tecnologia de Global Positioning System (GPS).

         Outro investimento da agroindústria, foi a estação metereológica que possibilita a obtenção de dados climatológicos permitindo conduzir uma irrigação eficiente. “A nossa gestão ambiental anda alinhada com os setores do campo e industrial. Toda implantação realizada é baseada em pesquisas com parcerias junto a universidades e centros de estudos, por isso, produzimos com eficiência e consciência”, disse Gilvan Morais.

         O investimento em aparatos tecnológicos acompanha o mercado consumidor, já que a Miriri exporta açúcar cristal para 21 países, entre eles os maiores compradores Gambia e Angola, na África, além de Estados Unidos, México e Colômbia. A empresa atinge excelentes índices de produtividade comparada às melhores da região Nordeste.

Empresa se relaciona com natureza e comunidade

         Ações de Responsabilidade Social e Ambiental também fazem parte do cotidiano da empresa. Em parceria com a Prefeitura Municipal de Santa Rita, incentiva o aprendizado desde a infância, através de uma escola que atende crianças, de quatro a 13 anos de comunidades do entorno (já que a maioria dos funcionários mora em municípios mais distantes), têm a oportunidade de ensino de qualidade atrelado a aulas práticas de educação ambiental, realizadas na própria Miriri, tudo para despertar na infância o respeito e o cuidado pelo meio ambiente. 

         Para atender às necessidades básicas de saúde, a usina possui também com parceria municipal, mantém um posto de saúde da família com médico, dentista e enfermeiras que realizam centenas de consultas por mês.

         Dentro do programa de sustentabilidade, a empresa possui programas que visam fortalecer a Mata Atlântica, como o Projeto Pintando a Mata, que usa espécies da flora nativa para colorir o verde. O resultado gera uma visão aérea similar a um quadro em que parece que a mata foi pintada à mão.

Outra preocupação da empresa são os descartes de dejetos em locais impróprios. Para isso, implantou um sistema de coleta seletiva em toda sua área. O material recolhido é vendido para companhias de reciclagem e o lixo orgânico é utilizado para produzir biofertilizante que é aplicado nas lavouras de cana.

         Mais um projeto que surgiu como alternativa para reduzir o excesso de resíduos nas águas do Rio Miriri, que corta o município de Santa Rita e dá nome à Usina, é a transformação de óleo de cozinha em sabão ecológico para a população, funcionários e quem tiver interesse em participar do projeto. A empresa funciona como um posto de coleta do material e realiza a distribuição do sabão gratuitamente.

         Outra questão trabalhada pela equipe de Gestão Ambiental é o desmatamento. Ao observarem que as comunidades do entorno desmatavam a mata nativa para retirar lenha para cozinhar, resolveram realizar o projeto Mata Energética onde é plantada uma área específica para a retirada da madeira com quantidade limitada e consciência ecológica. A ideia da empresa é conscientizar a população sobre os efeitos do desmatamento.

         A enfermeira do trabalho Liliane Silva falou que a empresa tem grande importância na vida dela tanto profissional como profissional. “No momento que decidiu fazer enfermagem me abraçou e deu oportunidade de fazer o curso. Também tem grande importância na concretização do sonho da casa própria, pois a empresa também me incentivou e me deu oportunidade. Foi o primeiro e único emprego até hoje. Me sinto como membro da família e tenho orgulho em fazer parte dessa grande empresa”, disse.

         Emocionado, o motorista João Serafim da silva falou que faz parte da empresa e que ela representa a sua vida. “Uma empresa que faz bem trabalhar nela. Uma empresa séria. Os patrões são simples que tratam todos com igualdade”, descreveu.

         Já o técnico de segurança no trabalho, Alysson Carlos dos Santos disse que sentia honrado em fazer parte de um time, time este que quem joga não perde, pois o sucesso de uma empresa é o resultado de uma grande equipe e essa equipe a Miriri tem.

         O encarregado de pessoal, Otoniel Correia Dantas falou que deve tudo a empresa e foi ela que a deu condição de crescer profissionalmente, como também de dar uma melhor qualidade de vida a sua família, como a escolarização das filhas, hoje com formação no curso superior de Direito e doutorado.

         A secretária Vilma de Oliveira falou que conquistar respeito e dar exemplo são práticas essenciais seja para uma instituição ou na vida pessoal. “A Miriri tem exemplos e valores que carrego para a vida, como respeito e responsabilidade, confiança, ética, e o mais importante, a família. Uma empresa que cuida do meio ambiente reciclando, reflorestando, no mínimo tem nosso respeito e admiração. Tenho orgulho de fazer parte dessa família”, declarou.

         O coordenador de TI, José Gilson de Lima lembrou da situação dramática que a esposa vivenciou ao perder suas primeiras filhas e quase perder a vida. Passou 30 dias na UTI, e ao precisar de sangue solicitou ajuda a empresa, e a mobilização foi tão grande com gente da indústria e do campo que o próprio Hemocentro pediu pra não enviar mais gente, pois não tinha como coletar de tanta gente.

         “O sangue dos colaboradores ajudou a minha esposa que hoje tem sangue da Miriri, e isso mostra como a empresa nos trata como família.

Sindalcool com Assessoria da Faepa/Senar