Deputados aprovam projeto que estimula utilização de etanol

FONTE: paraiba.com.br

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou o projeto de Lei Ordinária 42/2019, de autoria do deputado Tovar Correia Lima (PSDB), que revoga a Lei 10.365/2014, que obriga postos a fixarem cartazes que desestimulam o abastecimento com álcool. Esse tipo de combustível é ecologicamente correto e é responsável pela geração de emprego e renda para 80 mil postos de trabalho. Além disso, a Associação dos Plantadores de Cana-de-açúcar do Estado informa que não existe uma ciência exata sobre os motores de automóveis. Dependendo do modelo, uns consomem mais combustível que outros.

Segundo Tovar, o projeto apresentado garante o uso de um produto responsável pela geração de milhares de emprego na Paraíba, que contribui consideravelmente para a economia do estado e que ainda auxilia na preservação do meio ambiente. Dados da Agência Internacional de Energia mostram que a utilização do etanol produzido através da cana-de-açúcar reduz em média 89% a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (NO2), se comparado com a gasolina.

De acordo com a Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool do Estado da Paraíba (Sindalcool), a Paraíba produz, em período de safra, 420 milhões de litros de etanol e garante a geração de 80 mil empregos diretos e indiretos. Apenas de forma direta, são gerados 21,8 mil empregos em 26 municípios do litoral, onde existe a produção de cana-de-açúcar.

O presidente do Sindalcool, Edmundo Barbosa, destacou que o projeto apresentado pelo deputado Tovar contribui para garantir a venda mais justa do etanol na Paraíba. Para ele, a matéria também reforça a Política Nacional de Biocombustível, o RenovaBio.

“Este projeto chega em um momento importante, quando estamos trabalhando pelo fortalecimento do RenovaBio, que é uma política de Estado que pretende reconhecer o papel estratégico dos biocombustíveis na matriz de energia nacional, tanto para a segurança energética quanto para redução de emissões de gases causadores do efeito estufa”, destacou Edmundo Barbosa.

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana-de-açúcar do Estado da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, o projeto de Tovar chega para corrigir uma injustiça e discriminação com o setor sucroalcooleiro. “Não existe uma ciência exata sobre os motores de automóveis. Dependendo do modelo, uns consomem combustíveis mais que outros. Então essas placas nos postos prejudicam a venda do etanol que é um produto limpo e contribui com a preservação do meio ambiente. Defendemos que cada consumidor escolha seu combustível sem precisar de placas discriminatórias”, observou.

O cartaz, questionado pelo deputado Tovar por meio do projeto aprovado na Assembleia Legislativa, apresenta a informação sobre o percentual da diferença entre os preços de gasolina e do etanol.

UDOP promove Fórum de Implementação Tecnológica

Nos dias 24 e 25 de abril acontecerá em Araçatuba, SP, o Fórum de Implementação Tecnológica, que tem como tema: “Você discutindo os melhores resultados”.

Com um formato inédito, o Fórum de Implementação Tecnológica será uma ótima oportunidade de os participantes interagirem com temas que farão toda a diferença no dia a dia das usinas, destilarias, fazendas e empresas que trabalham no setor da bioenergia.

Dividido em salas temáticas envolvendo as diversas áreas do segmento, os painéis serão formatados por um moderador e até 5 debatedores, onde a tecnologia aplicada será amplamente debatida, com prós e contras, além das diversas fases de implantação da tecnologia, encerrando com a ampla divulgação dos resultados.

O novo formato do Fórum permitirá uma integração total entre os debatedores, o moderador e o público da sala temática. Os participantes poderão interagir através de enquetes e com perguntas elaboradas através de aplicativo de celular, permitindo, assim, uma interatividade total.

Assim, os participantes levarão para suas empresas as diversas nuances sobre aquele tema específico e um passo a passo para sua implantação.

A participação no Fórum de Implementação Tecnológica será uma experiência única e muito enriquecedora para as empresas. A inscrição para o evento de discussão direta do setor da Bioenergia pode ser feita através do link: https://www.udop.com.br/forum/index.php

Confira a programação, e conheça os moderadores e debatedores através do link: https://www.udop.com.br/forum/index.php

FONTE: site www.udop.com.br

Adolescente luta por ar puro e é indicada ao Nobel da Paz

FONTE portal Só Notícia Boa

Uma jovem de 16 anos foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por suas ações de luta em defesa do meio ambiente.

A sueca Greta Thunberg fez uma greve de escola para exigir ação sobre mudanças climáticas e milhares de estudantes saíram às ruas no mês passado em cidades na Ásia, África, Austrália e Europa.

O objetivo era simples: chegar aos ouvidos dos líderes e forçá-los a tomar medidas contra o problema.

Em um post no Instagram, ela divulgou uma foto do evento dizendo:

“Amanhã nos veremos na greve da escola pelo clima, em 1769 lugares e em 112 países ao redor do mundo. Todos são bem vindos. Todos são necessários. Vamos mudar a história ”.

Além disso, Greta foi uma das jovens eleitas para discursar no TEDx Estocolmo em 2018 e, no início deste ano, participou da Assembléia Anual do Fórum Econômico Mundial.

Mas a jovem não viveu uma vida simples: foi diagnosticada com hiperatividade por déficit de atenção e autismo.

Isso não a impediu e ela foi em frente com suas iniciativas pra mudar o mundo.

“Agora todo mundo tende a ser social e extrovertido, mas eu não sou assim e espero que isso inspire e demonstre para todos aqueles que são como eu que também podemos ser ouvidos e fazer grandes coisas”, explicou.

Veja detalhes http://www.sonoticiaboa.com.br/2019/04/11/jovem-de-16-anos-e-indicada-ao-nobel-da-paz-por-luta-ambiental/

Sindalcool participa de workshop sobre BioQAV e Diesel Verde em SP

Aconteceu na última quarta-feira, 10/04/19, o Workshop sobre BioQAV e Diesel Verde, em Campinas/SP. O evento teve como objetivos a elaboração de um estudo sobre oportunidades e desafios para produção de BioQAV no Brasil, e a definição de pelo menos três pontos de ação para o avanço da produção e uso de BioQAV e Diesel Verde no país.

Para tanto, foram reunidas diversas lideranças do setor, estando presentes no Instituto de Biologia da UNICAMP representantes das seguintes instituições: Abiogás, ANP, Boeing, Bosch, Embraer, FGV, GIZ, GOL, Hytron, ITC, Lanzatech, MAHLE, MCTI, Mitsui, MME, Petrobras, RenewCo, RSB, Sindalcool/PB, Soleá, UFRN, UFPB, e UNICAMP.

Jaime Fingerut (ITC) foi um dos palestrantes do dia e abordou o tema “O mercado de etanol e a disponibilidade de cana-de-açúcar.” Ele afirmou que “o evento cobriu de forma bem completa as rotas para a produção de bioquerosene de aviação, e uma das rotas possíveis é aquela que começa com, por exemplo, cana-de-açúcar, etanol – que em seguida passa por uma conversão catalítica, e chega no bioquerosene de aviação e/ou no diesel renovável e outros combustíveis, com agregação de valor. O evento foi muito completo.”


 

Nova entidade da sucroenergia nasce para discutir agendas discriminadas

Base da Associação de Produtores de Açúcar e Bioenergia é formada pelos defensores da venda direta de etanol e contrários à importação de etanol dos EUA

Desde esta segunda (01/04/19), o Brasil passa a ter mais uma associação de classe de produtores de açúcar e etanol, para, no âmbito de interesses não atendidos no Fórum Nacional Sucroenergético (FNS), fazer valer uma discussão mais ampla do setor e de prioridades discriminadas. É a Associação de Produtores de Açúcar e Bioenergia, nascida com 30 membros do Norte, Nordeste e de unidades produtivas de Goiás e Espírito Santo.

Presidida por Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar Pernambuco e com Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar Alagoas, na presidência do Conselho, a nova entidade também surge sob o descontentamento dos membros diante de algumas agendas.

“Nós iremos preservar nossa conduta construtiva dentro do Fórum Nacional Sucroenergético, que tem o caráter de reunir entidades de  classe de todo o país. Atuaremos também com as usinas e destilarias do Brasil, com capacidade para chegar de 45 a 50 membros ainda esse ano”, disse Renato Cunha

Entre elas, por exemplo, o pleito de venda direta de etanol das usinas aos postos, defendida pelo Nordeste em princípio, com Cunha e Alexandre Lima, da Feplana, e atual presidente da Câmara de Açúcar e Etanol do Mapa. Opondo-se ao interesse da Unica – que reúne as indústrias do Centro-Sul e pouco apreciada no FNS

Outra agenda que também não teve apoio foi a discussão sobre a manutenção do imposto de importação do etanol americano, de interesse do Nordeste visto que o biocombustível de milho americano entra na competição do etanol de cana nordestino.

“No nosso planejamento estratégico, focaremos a necessidade de empoderar as teses genuínas da produção nacional, sem xenofobias, mas incrementando a competitividade, a produção nacional, políticas de renda, empregos e sustentabilidade para o nosso segmento. No contexto atual, acentuaram-se nos últimos anos muitas distorções sobretudo fruto do desequilíbrio existente nos mercadores compradores dos nossos produtos”, concluiu o presidente da recém-criada entidade.

Por: Giovanni Lorenzon

Fonte: Notícias Agrícolas

Representantes da Embrapa Tabuleiros Costeiros visitam usinas na Paraíba

A convite do Sindalcool, nesta quarta-feira (20/03) representantes da Embrapa, de usinas da Paraíba, do sindicato de Pernambuco, do Sindalcool, de fornecedores e da Asplan, visitaram a Miriri Alimentos e Bioenergia em Santa Rita. Já na quinta-feira (21/03) foi a vez da Agroindustrial Tabu Novos Caminhos, localizada em Caaporã, Litoral Sul da Paraíba, receber a visita, ocasião em que o diretor operacional da Tabu, Luiz Sales, destacou os desafios da produtividade e da pesquisa em cana. O objetivo também foi apresentar a prioridade de cada empresa e tratar sobre o ordenamento de discussões com o time da Embrapa.

Foi realizada uma visita ao campo que deu oportunidade a todos de verem de perto a realidade das usinas visitadas. Na Miriri, o dr. Gilvan Cavalcanti Morais colocou os pesquisadores dentro da trincheira.

Na quinta-feira houve uma apresentação no auditório da Tabu, onde foram enfatizadas análises edafoclimáticas. Logo depois foi servido um almoço na casa grande da usina. O diretor Luiz Sales agradeceu aos colaboradores pela excelente recepção aos visitantes, afirmando que “Os convidados saíram encantados e a repercussão da qualidade do nosso campo, da nossa organização e de nosso pessoal,  repercutirá a nosso favor no cenário nacional”.

Já Edmundo Barbosa, presidente executivo do Sindalcool, agradeceu a todos da Miriri e da Tabu e a concluiu que “foi positiva a vinda do pessoal da Embrapa. Desta vez, foi construída uma seleção de prioridades na pesquisa em cana para superarmos as limitações de produtividade”.


Nosso mercado é cada vez mais desafiador

Por Martinho Seiti Ono – Diretor da SCA Etanol do Brasil
Coautor: Cheng Vim, Gerente de Exportações de Açúcar e Etanol da SCA Etanol do Brasil
Revista Opiniões Fev-Abr de 2019

Apesar das grandes dificuldades recentes e atuais que reduziram, em muito, a expansão da atividade canavieira brasileira, somos ainda a região de menor custo de produção de cana no mundo. Com investimento e tecnologia adequados, ainda há muito espaço para incremento de rendimento e eficiência, graças às excepcionais condições de clima local para essa cultura agrícola.

A já extensamente comprovada capacidade da atividade sucroenergética em gerar empregos e interiorizar o desenvolvimento econômico nacional deve ser foco de atenção das gestões governamentais. É necessário, por parte dos produtores, um esforço maior e mais concentrado no sentido de apresentar essas oportunidades de desenvolvimento econômico aos órgãos governamentais e para a sociedade.

Com custo de produção agrícola competitivo, seria de se esperar também uma boa competitividade de seus produtos finais. Não é, porém, o que vem ocorrendo. Principal produto de exportação do setor, o açúcar, enfrenta ambiente mundial hostil. As políticas protecionistas e de incentivos indevidos praticados por outros países produtores desequilibram as condições de livre e justa concorrência.

A OMC é o fórum adequado para essas questões, e o campo próprio para busca da devida correção. O governo brasileiro, demandado pelo setor produtor, já atua nesse sentido. Mas os tempos de resposta desses procedimentos são longos, e os desequilíbrios, muito prejudiciais, podem perdurar por longos períodos.

A demanda mundial pelo açúcar é pouco elástica, mas ainda crescente, embora em ritmo menor que em anos anteriores. Necessária a persistência na busca de regras justas de concorrência para o comércio internacional. Adicionalmente, cabe ao produtor brasileiro lançar mão de sua característica única (de poder derivar cana em larga escala para outro produto além do açúcar: o etanol) para mitigar perdas em momentos de excedentes e otimizar ganhos em momentos de escassez.

A decisão do setor produtor deve, em uma condição ideal, priorizar a melhor remuneração ao conjunto de sua produção possível a partir da cana fundada, considerando também aspectos de médio prazo, além das condições pontuais. O etanol, com a sua destinação quase total para o mercado brasileiro de combustíveis, tem enfrentado ambiente dinâmico, mas também desafiador.

Apesar de suas inegáveis e superiores qualidades ambientais, tem competido apenas em preço com o combustível fóssil nas bombas. Nenhum valor adicional lhe tem sido atribuído pelas suas comprovadas qualidades gerais superiores. O advento do veículo com motor flex e sua extensa frota nos possibilita, ao menos, uma demanda potencial elástica e ampla.

Um case único e de sucesso no mundo. A questão para nosso etanol reside no desafio de trabalhar preços remuneradores. Oriundo de um produto agrícola e produzido apenas durante o período de safra, precisa ser estocado a elevados custos financeiros para atendimento do mercado também nos meses subsequentes. Exigência natural de um mercado adequadamente atendido.

Seu competidor em preço nas bombas, derivado fóssil e de produção contínua tem preços mundiais voláteis e extremamente relacionados a questões geopolíticas. A transferência dessa volatilidade para o mercado interno tem sido aplicada nos tempos recentes. Apesar dos riscos e fortes oscilações inerentes, esse ambiente, com preços alinhados pelo mercado mundial, é o mais adequado ao permitir uma melhor previsibilidade e condições de planejamento ao produtor de etanol.

O advento dos contratos anuais, definido pela Agência Nacional de Petróleo para o etanol anidro, tem o condão de permitir ao produtor um grau mínimo de garantia de consumo para o volume produzido nessa especificação. Resta-nos construir um mecanismo similar para o etanol hidratado. O programa RenovaBio poderá suprir essa importante lacuna. Sua implementação exitosa e plena é de suma importância para o programa de biocombustíveis brasileiro.

Permitirá maior grau de segurança e planejamento de produção dos biocombustíveis aos agentes envolvidos. Paralelamente, permitirá que se tenha parâmetros para melhor projeção da produção de açúcar a cada safra. Deveremos ter um ambiente com proporções de produção de açúcar/etanol mais previsíveis e adequados a seus mercados respectivos.

As prementes necessidades financeiras não permitem maior capacidade de planejamento adequado para boa parte das indústrias do setor. Não há como evitar que esse aspecto impacte negativamente os preços, mesmo em ambiente de mercado mais balanceado, se considerado todo o período da safra/ano.

Resta a cada produtor de etanol, conforme sua condição financeira e análise de custos e cenário de mercado, buscar vendas no tempo e no volume adequados às suas necessidades de caixa e/ou na medida em que os níveis de preço lhes sejam remuneradores. Os mecanismos de hedge para etanol ainda não tem liquidez e segurança suficientes.

A exposição ao risco e as incertezas dos preços futuros ainda são elevadas. O mesmo raciocínio se deve aplicar para a decisão de se efetuar ou não a contratação anual para o caso do etanol anidro. Análise do prêmio adequado para compensar os riscos e as incertezas para carregar o produto ao longo do ano devem ser consideradas com atenção.

É patente a pouca capacidade para se carregarem estoques da produção sucroenergética brasileira em geral. No açúcar, além dos aspectos financeiros, a ínfima capacidade de armazenagem física é surpreendentemente limitada e desproporcional no Brasil. Somos, de longe, os maiores exportadores mundiais e, apesar disso, dispomos de muito menor capacidade de armazéns que a Tailândia, segunda no ranking de exportadores e muito aquém do Brasil.

Nessa condição de pouco carrego de estoques, com certeza absorvemos grandes perdas de valor no produto comercializado, de forma concentrada em período limitado da safra. No etanol, apesar da boa capacidade física da tancagem dos produtores, são enormes o custo financeiro necessário para o carrego dos estoques e a falta de previsibilidade/mecanismo de hedge de preço efetivo os fatores limitantes.

Em ambos os produtos, a falta de uma linha de financiamento para esses estoques reduz, de forma estrutural, a remuneração possível para os produtores. No caso do etanol, temos um aspecto curioso: o estoque é caro de se manter e pode até se desvalorizar ao longo do tempo de entressafra, mas é essencial e indispensável para a manutenção, funcionamento e a própria existência desse valioso mercado, tão duramente construído. Esse aspecto deve e precisa ser devidamente tratado pelo setor.

Um adequado mecanismo de financiamento institucional para os estoques é possível e deve ser objeto de atenção do setor, pois é viável de se obter a custos razoáveis contra a garantia do próprio produto. Com tantos desafios a serem superados, não nos parece razoável que os produtores desviem o foco, discutindo a venda direta de etanol aos postos.

O Brasil, com sua enorme extensão geográfica, deficiente capacidade logística e fragilidade tributária, deve manter a distribuição de combustíveis com as empresas especializadas, que há mais de 100 anos atuam nesse segmento no País. Exigir deles um elevado grau de competição no mercado e garantia da qualidade dos produtos e serviços fornecidos são requisitos que devemos, continuamente, cobrar

Conferência Latino Americana 2019 de Energia Renovável aconteceu em Londres e Sindalcool acompanhou o evento

Na última quinta-feira, 14 de março, aconteceu em Londres a Conferência Latino Americana de Energia Renovável, organizada pela Canning House com o apoio da Eversheds Sutherland. Foi sobre investimento em energia limpa na América Latina. Foram discutidas formas de investimento, barreiras ao investimento, mitigação de riscos financeiros e políticas públicas para energias renováveis. Os investimentos externos, que tem em Londres uma praça muito importante, podem colaborar para a viabilização de um crescimento em quantidade e qualidade no setor dos biocombustíveis. Participaram banqueiros, analistas financeiros, analistas técnicos, e representantes das embaixadas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia. No evento foram apontados como principais riscos ao investimento em renováveis o risco cambial e as incertezas políticas.

Ficou claro que no contexto do RenovaBio deverá haver um aquecimento no mercado de produção de etanol, mas se os produtores ficarem expostos à volatilidade do preço no mercado spot, parte importante do ganho que deveria ser usado para o fortalecimento e melhoria da produtividade do setor poderá não chegar sos produtores. O contrato de etanol futuro, transacionado em bolsa, como é usual no açúcar, poderá ser um hedge importante para a efetivação da política pública, especialmente no Nordeste do Brasil. Os investimentos externos, uma vez sensíveis à importância do setor e da política para a mitigação estes investimentos podem contribuir para a correta valoração da externalidade positiva do etanol para o combate às mudanças climáticas.

Juliana Barbosa, economista doutoranda
em alterações climáticas e políticas para o desenvolvimento sustentável em Portugal, representou o Sindalcool em evento da América Latina.

O Sindalcool esteve presente sendo representado por Juliana Barbosa, economista e doutoranda em alterações climáticas e políticas para o desenvolvimento sustentável pela Universidade Nova de Lisboa, faculdade de ciências e tecnologia.
Ela teceu várias considerações a respeito do evento: “o Brasil teve uma participação relativamente pequena apesar de ter sido citado em várias falas”. Para Juliana, este tipo de evento de aproximação entre investidores, políticas públicas e oportunidades de negócios deve ter continuidade, pois é importante aprofundar as discussões com projetos já executados e em busca de financiamento, bem como a participação da comunidade acadêmica.

Ainda de acordo com a economista, “as energias renováveis em larga escala são fundamentais para a necessária transição energética, crucial para a mitigação das mudanças climáticas. No caso do Brasil, a energia solar poderá constituir a principal fonte de geração de eletricidade na metade deste século por causa de seu enorme potencial e custo eficácia. Já o RenovaBio, enquanto política de mitigação às mudanças climáticas, tem grande potencial de sucesso, é um mecanismo de descarbonização compulsória baseado no mercado e com foco no resultado”.