Presidente do Sindalcool PB concede entrevista sobre taxa de importação de etanol em 2019.

Camex deverá voltar a taxar o etanol dos EUA em 20% em 2019 e o Nordeste busca trégua nas compras com produtores-importadores do C-S. Edmundo Barbosa explica o significado disso para o mercado interno de etanol.

No dia 11/12/18 o presidente do Sindalcool foi entrevistado ao vivo pelo Notícias Agrícolas e entre outros dados informou que sem a tarifa de importação o etanol importado aumentou bastante, chegando a mais de 1,5 bilhões de litros em 2018, o que gera certa preocupação entre os nossos produtores de etanol de cana. Em 2019 a taxa de importação deverá voltar. Diante disso, qual a expectativa para o mercado interno?

Confira essa e outras informações importantes para o setor no áudio da entrevista no link a seguir:  https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/sucroenergetico/226714-camex-devera-voltar-a-taxar-o-etanol-dos-eua-em-20-em-2019-ne-busca-tregua-nas-compras-com-produtores-importadores.html#.XBlO74tKjIW

Um carro, três possíveis fontes de energia: 1º veículo híbrido flex do mundo será lançado em Brasília

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e o Ministério de Minas e Energia realizarão no próximo dia 13/12/18, a cerimônia de lançamento do 1º veículo híbrido flex do mundo no Brasil, da Toyota. A UDOP foi convidada para prestigiar o lançamento. 
O veículo será apresentado no Palácio do Planalto, Salão Leste, às 10h do dia 13 de dezembro, na presença do presidente Michel Temer e dos ministros Marcos Jorge (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e Moreira Franco (Minas e Energia). 

O protótipo do primeiro carro híbrido flex da Toyota foi construído sobre a plataforma do Prius é o primeiro veículo híbrido do mundo que combina um propulsor elétrico a um motor a combustão, que pode ser abastecido com gasolina ou etanol. 
Segundo a Toyota, as equipes do Brasil e do Japão trabalharam juntas no desenvolvimento dessa nova tecnologia, que tem um grande potencial de chegar ao mercado nos próximos anos. Steve St’Angelo, CEO da Toyota para a América Latina e Caribe e chairman da empresa no Brasil,  afirma que o híbrido flex é o mais limpo atualmente, e o compara com a revolução que foi o lançamento do híbrido há 20 anos. “Meu sonho é que Toyota seja a primeira a produzir híbridos no Brasil”, afirmou o executivo.
Segundo apontaram os estudos da marca, o veículo possui um dos mais altos potenciais de compensação e reabsorção de CO2 gerado desde o início do ciclo de uso do etanol extraído da cana de açúcar e objetivo é que o consumo seja o equivalente a um flex convencional.



FONTES:
udop.com.br
revistaautoesporte.globo.com

AS RENOVÁVEIS VÃO SE ESPALHANDO PELA AMÉRICA LATINA E A DINÂMICA DA REVOLUÇÃO ENERGÉTICA NO CHILE

A América Latina, como quase no mundo todo, está vendo as energias renováveis crescerem e ocuparem um espaço cada vez maior nas matrizes elétricas. Na região, a capacidade instalada de eólicas e fotovoltaicas está crescendo a uma taxa de 8% ao ano e, nos últimos 3 anos, foram investidos mais de US$ 54 bilhões. O Uruguai faz parte do seleto grupo de países em que toda a geração é renovável. A Costa Rica está indo pelo mesmo caminho. O país onde as renováveis mais crescem é o Chile, que está aproveitando um dos lugares mais ensolarados do mundo: o deserto do Atacama. A meta é chegar em 2050 com 94% da geração renovável. Por sua vez, o México quer chegar em 2050 com 50% de renováveis na matriz elétrica, principalmente a eólica que deve, em 2020, gerar a energia mais barata do mundo. “A região está seguindo um caminho muito interessante. Não só na energia eólica e solar, mas também na energia geotérmica, que quase nunca entra na agenda da mídia, mas tem um grande potencial em todos os países do Cinturão de Fogo: do Chile a El Salvador”, disse Alfonso Blanco, secretário-executivo da Organização Latino-Americana de Energía (Olade). Olhar para o mapa de eólicas e fotovoltaicas na região quase que pede para pensarmos se não daria para interligar todos os países numa única rede. A vantagem, olhando de Fernando de Noronha até Tijuana, no noroeste do México, é ter quase 14 horas de sol o ano todo e ventos complementares na Patagônia argentina, no litoral nordeste do Brasil, no litoral da Venezuela e da Colômbia, e no sul do México. Um sistema integrado pode vir a dar conta da intermitência que essas fontes apresentam quando tomadas isoladamente.
Por falar no Chile, um trabalho no Policy Studies Journal mostra a importância das alianças entre movimentos sociais e organizações ambientais para que as fontes renováveis deslanchassem nos últimos anos. Vinte anos atrás, o Chile tinha um setor elétrico tradicional, centrado em fontes convencionais de geração e um modelo de negócio igualmente convencional. Durante algum tempo, parte do movimento ambiental centrou suas atenções nas térmicas fósseis, conseguindo, junto com associações de moradores locais, barrar um dos projetos da MPX, a empresa de eletricidade de Eike Batista. Outro movimento importante foi a proibição de novas hidrelétricas na Patagônia, pelo estrago que fariam ao meio ambiente. As pressões políticas no Congresso se intensificaram a ponto do governo propor o plano Energia 2050 com a colaboração ativa dessas coalizões. O trabalho chama a atenção para a natureza “contingente” dessas coalizões. Elas foram se formando em torno de pautas definidas e que, uma vez alcançados os objetivos, se desfaziam. Grupos que tinham atuado juntos numa questão, poderiam se ver em campos opostos em outra. O trabalho é muito interessante para entender as dinâmicas que foram sendo desenvolvidas e, claro, a revolução energética que lograram.
As eólicas no Nordeste do Brasil bateram outro recorde. Neste ano, o fator médio das eólicas nacionais está em torno de 40%. No momento do pico, a geração foi maior do que a demanda e o Nordeste exportou energia para o resto do país.

BP acredita que RenovaBio deve impulsionar investimentos em biocombustíveis

(Fonte: Reuters 29 Nov 2018)

A nova política brasileira para impulsionar o uso de biocombustíveis, RenovaBio, melhorou o panorama para a produção de biocombustíveis e deve atrair novos investimentos em fábricas, disse o chefe-executivo da BP para biocombustíveis, Mario Lindenhayn, nesta quarta-feira.

O governo continua progredindo com as legislações complementares para o RenovaBio, que deve entrar em vigor em 2020, disse Lindenhayn, acrescentando que ele não vê sinais de que o futuro governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, imporia obstáculos.

“Nós estamos muito positivos. Essa é uma sinalização importante que o país está proporcionando, criando, um ambiente regulatório estável que permitirá que as empresas invistam”, disse Lindenhayn à Reuters após uma apresentação sobre o setor de energia na sede paulista da empresa.

O RenovaBio determinará que as distribuidoras de combustíveis aumentem paulatinamente o volume vendido de biocombustível ano após ano. O programa tem como meta dobrar o uso de etanol até 2030, ante 26 bilhões de litros por ano atualmente. Também visa aumentar a comercialização de outros biocombustíveis, como o biodiesel.

A BP tem três plantas de etanol e açúcar no Brasil, processando 10 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. No ano passado, criou uma joint venture com a Copersucar, líder global de vendas de etanol, para operar um dos maiores terminais de combustíveis do país em Paulínia, no interior de São Paulo.

Lindenhayn disse que o RenovaBio dá uma oportunidade às usinas no Brasil, que estão passando uma estagnação causada pelos anos de preços baixos do açúcar e pelo longo período de subsídio dos preços da gasolina, a voltarem a crescer.

“Se o programa avançar como o esperado, será uma grande oportunidade. Não há projetos greenfield (novas usinas) atualmente, e o país é um importador líquido de combustíveis”, ele disse.

Questionado se a BP estaria interessada em aumentar a sua capacidade de produção de etanol via aquisições, já que há diversos ativos sendo ofertados no Brasil por companhias em dificuldade financeira, Lindenhayn disse: “Vamos ver, vamos avaliar.”

Nesta quarta-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou no Diário Oficial outra parte da legislação complementar do RenovaBio, com regras para empresas de biocombustíveis conseguirem certificação.

Com isso, as plantas poderão emitir e comercializar créditos de redução de emissão de carbono, chamados CBios, que distribuidoras de combustível podem comprar para ajudá-las a atingir as metas. Seria o primeiro mercado de redução de emissões do Brasil, apesar de limitado ao setor de combustíveis.

AIE: Brasil e China fazem de 2020 ano ‘crucial’ para biocombustíveis

(Por Daniel Rittner | Valor Econômico)

BRASÍLIA – O ano de 2020 será “crucial” para as políticas de biocombustíveis ao redor do mundo, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre o mercado de energias renováveis. A China estenderá para todo o país a mistura obrigatória de 10% do etanol na gasolina e o programa brasileiro RenovaBio entrará em vigência de forma completa, com metas de descabornização. Enquanto isso, na Índia, novas biorrefinarias avançadas começarão a funcionar.

“Espera-se que o RenovaBio fortaleça a economia dos biocombustíveis, acelerando os investimentos em nova capacidade e a produção em usinas existentes”, diz um trecho do relatório, cujo lançamento no Brasil ocorreu nesta segunda-feira, no Palácio do Itamaraty. “A China está atendendo sua mistura de 10% para todo o país. Até 2020, a política de biocombustíveis recentemente anunciada na Índia também resultará em aumento da produção.”

No caso da China, trata-se de uma medida de olho em maior segurança energética, mas que tem o controle da poluição do ar como incentivo adicional. Em um primeiro momento, o abastecimento se dará principalmente por meio do etanol de milho, produzido localmente.

De acordo com o estudo, a participação de fontes renováveis na demanda energética global deverá ampliar-se para 12,4% em 2023, último ano do panorama traçado pela agência. Essa taxa de crescimento é mais veloz do que no quinquênio anterior de análise (2012-2017). As energias renováveis vão atender 40% do aumento de consumo projetado para os próximos cinco anos.

A diplomacia brasileira celebrou dois trechos específicos do relatório. Em um deles, o Brasil é mencionado como o país que apresenta a matriz energética menos poluente (“greenest energy mix”), com a maior participação de renováveis entre os grandes consumidores globais de energia.

“O Brasil tem muito a mostrar para o mundo”, disse Heymi Bahar, analista da AIE e um dos principais autores do documento, em apresentação no Itamaraty. “As energias renováveis devem representar dois terços do crescimento da demanda brasileira por energia nos próximos cinco anos”, acrescentou Bahar.

O outro ponto comemorado em Brasília foi a citação da biomassa como um “gigante oculto” em meio às renováveis. A própria capa internacional do relatório tem uma foto da cana de açúcar em destaque.

A expressão coincide com esforços liderados pelo governo brasileiro na “plataforma do biofuturo”, iniciativa global que agrupa 20 países para promover biocombustíveis. Para o Itamaraty, isso ajuda na difusão do etanol e do biodiesel, bem como da biomassa para geração elétrica. Ao contrário das fontes eólica e solar, que são intermitentes, a biomassa pode ser fonte de megawatts independentemente de período do ano.

Projeto de melhorador de ignição com etanol na fórmula avança

O dia 13/11/18 foi marcado por um encontro muito importante em Brasília entre representantes do Sindalcool, o presidente executivo Edmundo Barbosa, do departamento de química da UFPB, professor Petrônio Athayde Filgueiras Filho, diversos diretores e o presidente da Imbel – Indústria de Material Bélico do Exército Brasileiro, Gen. do Exército Celso Tiago.

O encontro ocorreu em função do projeto que existe há cinco anos, do Sindalcool em parceria com a UFPB, de produção de um novo biocombustível com menores emissões de CO2 a partir do Etanol, que utiliza um acelerador de ignição para os motores ciclo Diesel, o ED127. Há mais de um ano o professor Athayde testa o ED127 utilizando um motor diesel, o que se mostrou muito animador, pois é uma perspectiva de redução das emissões de gases nos transportes. O ED127 tem a função de acelerar o processo de combustão, de explosão por pressão, e deverá ser produzido pela IMBEL. De acordo com o professor Petrônio Filho “A reunião com a IMBEL foi importantíssima para viabilizar a produção em larga escala. O Brasil será destaque internacional como uma nação que está envolvida com as questões ambientais, como a diminuição de poluentes causadores do aquecimento global, bem como com a saúde pública”.

“Foi uma reunião muito proveitosa, muito positiva, de construção da parceria entre o Sindalcool com a Imbel, para que possamos avançar neste projeto”, avaliou Edmundo Barbosa. O presidente executivo do Sindalcool já havia entregue o aditivo melhorador no Centro de Pesquisas de Brasília, e este já vem sendo avaliado pela ANP.

 

Paraíba: ATR líquido fecha em alta no mês de outubro (Agência UDOP)

06/11/2018 – O Sindalcool – Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool do estado da Paraíba – divulgou os valores do ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) da Paraíba do mês de outubro. O valor do ATR líquido fechou o mês em R$ 0,6309 contra R$ 0,6122 de setembro, valorização de 3,05%.

O valor cana padrão líquido teve valorização de 1,51% no comparativo entre os meses, cotado a R$ 74,2492 contra R$ 73,1406 registrados no mês anterior. O valor cana padrão bruto subiu também 1,51%, firmado em R$ 75,3799 em outubro contra R$ 74,2544 de setembro.

Para ver a tabela completa: http://udop.com.br/cana/tabela_consecana_paraiba.pdf

Agência UDOP

 

18ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol

Dias 29 e 30 de outubro de 2018 aconteceu em São Paulo um dos eventos mais importantes do calendário mundial do açúcar e do etanol: a 18ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol. Na solenidade de abertura o presidente da Datagro, Plínio Nastari, fez discurso e homenageou o Presidente Michel Temer, que declarou que até o final de seu mandato assinará os decretos restantes para completar a regulamentação do RenovaBio, e que a equipe de transição recomendará ao novo governo que valorize o setor sucroenergético. Além do Presidente, participaram da Conferência Ministros, ex-Ministros, Embaixadores, Secretários de Estado, Senadores, Deputados Federais e Estaduais, Prefeitos e lideranças do setor.

Foi discutido “O que esperar do próximo governo”, no painel moderado pelo presidente da Datagro,

Empresários da Agroindustrial Tabu e da Datagro, da esquerda para a direita: Guilherme Nastari, Philipe Meeus, Plínio Nastari e Alexandre Meeus.

Plínio Nastari, e composto por 13 lideranças do setor. Outras lideranças participaram dos painéis de terça-feira, entre elas o presidente executivo do Sindalcool-PB, Edmundo Barbosa. Os assuntos em destaque foram “Limites à produção da Índia, Tailândia e União Europeia”, “Diversificação e mitigação de risco – a visão estratégica de um grande produtor”, “Visão do produtor sobre o mercado interno”, “Renovar: uma plataforma para o RenovaBio”, “A visão dos analistas sobre o mercado mundial”, “Novas tendências em tecnologia automotiva”, “Investimento em inovação, semente do futuro”, “Mercados em desenvolvimento no mundo”, “Fontes de financiamento – riscos e oportunidades”, “Fire Alert: sistema de monitoramento e alerta de queimadas”, “Créditos fiscais, seguro garantia e segurança cibernética no agro”, e “Novas rotas de diversificação”.

Participando do evento, o diretor da reguladora ANP, Aurélio Amaral, afirmou que “a resolução que institue as regras de certificação das unidades produtoras no âmbito do RenovaBio já está pronta e deve ser publicada agora em novembro”, um dos passos necessários no processo de instituição da política nacional de Biocombustíveis.

Um dos temas mais importantes foi “O futuro da mobilidade”. Representantes da indústria automobilística mostraram entusiasmo em relação ao etanol como uma forma de ter mais eficiência energética com menos emissões de gases de efeito estufa, especialmente CO². De acordo com Edmundo Barbosa, “muito ao contrário do que as pessoas pensam, ninguém está desejando que a mobilidade venha a ser totalmente baseada na energia elétrica nesse momento. Ninguém vê condições para que isso aconteça. É preciso que a gente esteja bem atento à realidade de que o desafio hoje é reduzir emissões nos transportes, e dentro dessa perspectiva esse evento acrescentou a todos nós um fortalecimento da nossa visão estratégica de avançar na direção de um mundo mais sustentável, um mundo com mais energia limpa”.

Plínio Nastari (Datagro) e Edmundo Barbosa (Sindalcool-PB)

Sobre o evento, o presidente executivo do Sindalcool-PB ainda comenta: “É muito importante destacar como o reconhecimento das externalidades do etanol e os biocombustíveis será convertido em novos investimentos e empregos com os Certificados de Biocombustíveis, os CBIOs , que serão negociados no mercado financeiro. Quanto menores as emissões de carbono e gases de efeito estufa durante o processo de produção dos biocombustíveis maiores as chances de renda adicional por esse mecanismo de estímulo à produtividade e à sustentabilidade. Esse reconhecimento internacional agora se transforma em ações práticas da indústria automobilística, mais comprometida com maior eficiência energética e melhor aproveitamento racional das propriedades do Etanol”.

 

Miriri: exemplo de gestão ambiental

Plateia atenta ao assunto que não pode mais ser ignorado, e a Paraíba dando exemplo. Dia 25/10/18 A Miriri Alimentos e Bioenergia em Santa Rita/PB, reuniu 10 prefeitos e assessores, além de diretores da FAMUP e Francisco Sagres, José Farias e Raniere Dantas, do MP, entre outros participantes.

A Miriri recebeu a todos para demonstrar a Sustentabilidade que realiza há muitos anos. Os participantes conheceram o processo de conversão de lixo orgânico em biofertilizante através do uso de enzimas e bactérias, sem mal cheiro, sem vetores nem moscas. E com grande benefício para a produção agrícola da cana de açúcar. O presidente da Miriri, Gilvan Celso Cavalcanti de Morais Sobrinho, mostrou o sucesso de todo processo e as prioridades da gestão ambiental na empresa.

Confira as fotos do evento:

 

Etanol está mais vantajoso

Matéria do Jornal Correio da Paraíba de 03 de outubro de 2018 afirma que “o consumo do álcool produzido por usinas paraibanas e de Estados vizinhos cresceu 75% nos postos de João Pessoa por causa do custo/benefício do combustível, vendido, em alguns estabelecimentos, a R$ 2,88. Safra e oferta deram uma mãozinha, somados aos constantes reajustes da Petrobras que levaram a gasolina ao preço de até R$ 4,499, conforme coleta de dados da ANP realizada entre 23 e 29 de setembro”.

Confira a matéria:

Etanol com preço atrativo

OITO MESES: ELEVAÇÃO DO PREÇO DA GASOLINA IMPULSIONOU MOVIMENTO, LEVANDO A UM AUMENTO DE 75% NAS VENDAS DO COMBUSTÍVEL.

O uso do etanol voltou a entrar na preferência do consumidor paraibano. A inflação constante no preço da gasolina impulsionou esse movimento, levando a um aumento de 75% nas vendas do combustível no estado nos oito primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Na Capital, esse quadro ganhou um impulso extra, resultante de quedas de preço que levaram o etanol a custar R$ 2,88 em alguns postos no final de semana, tornando-se mais vantajoso que a gasolina.

De janeiro a agosto de 2017, foram vendidos pouco mais de 46 milhões de litros de etanol na Paraíba. Em 2018, no mesmo período, esse número chegou a quase 81 milhões de litros. A gasolina, por outro lado, tem apresentado uma redução crescente nas vendas. Em janeiro de 2018, por exemplo, o combustível teve 2,3% a menos de venda que no mesmo mês em 2017. Já quando comparamos os meses de agosto, percebemos uma redução de 7%. Todos os dados são da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Em João Pessoa, os baixos preços praticados por alguns postos têm feito o etanol ser bem mais vantajoso que a gasolina. Para fazer a comparação e decidir se deve optar pela gasolina ou pelo etanol, o motorista deve multiplicar o preço da gasolina por 0,7. Nesse caso, o preço deste último deve ser menor que o resultado para apresentar mais vantagem. De acordo com a última pesquisa semanal da ANP, que corresponde ao período de 23 a 29 de setembro, o preço máximo da gasolina na Capital foi de R$ 4,499, enquanto o preço mínimo do etanol foi de R$ 2,949.

Uma explicação para os baixos preços está na oferta maior de etanol das usinas e distribuidoras. “A safra de cana está quase no seu pico na Paraíba e neste período as usinas de Pernambuco e Alagoas, cujas safras maturam mais tarde, também já estão entregando etanol”, explicou Edmundo Barbosa, presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool (Sindalcool).

O excesso do produto no mercado e a variedade de distribuidoras para negociar permitem que os postos possam praticar um melhor preço, explicou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Paraíba (Sindipetro/PB), Omar Hamad Filho.

Setorizado no litoral

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campina Grande e do Interior da Paraíba, Bruno Agra, por outro lado, afirmou que esses baixos valores não conseguiram sair do litoral. “Os preços continuam estáveis. Não houve redução no valor do etanol pelos revendedores que pudessem ser repassados para os consumidores”, afirmou. De acordo com ele, as distribuidoras vendem o etanol por uma média de R$ 3,50 aos postos.

Edmundo Coelho, presidente do Sindalcool, indica dois fatores que podem contribuir com isso. “Os postos podem estar comprando de uma distribuidora que adquiriu esse combustível mais cedo, a preços mais elevados, ou essas revendedoras estão tentando obter uma margem de lucro maior no etanol em uma tentativa de compensar a queda do lucro com a gasolina”, analisou.

Apesar da diferença com relação aos preços da Capital, o etanol também pode ser vantajoso em Campina, a depender do posto. A cidade possui, de acordo com o levantamento da ANP, um preço máximo de R$ 4,790 para a gasolina e mínimo de R$ 3,260 para o etanol. A dica para o consumidor é sempre aplicar a regra Preço da gasolina X 0,7 > Preço do etanol.

“Temos vários fatores, como a safra e a oferta, que explicam essa redução. Isso reflete nas vendas. As pessoas têm percebido que o etanol passou a valer mais a pena e já estão fazendo a troca de combustíveis”, diz Omar Hamad Filho. Presidente do SindPetro.

 

 

Fonte: Jornal Correio da Paraíba de 03/10/2018 – Caderno: Economia.