Etanol está mais vantajoso

Matéria do Jornal Correio da Paraíba de 03 de outubro de 2018 afirma que “o consumo do álcool produzido por usinas paraibanas e de Estados vizinhos cresceu 75% nos postos de João Pessoa por causa do custo/benefício do combustível, vendido, em alguns estabelecimentos, a R$ 2,88. Safra e oferta deram uma mãozinha, somados aos constantes reajustes da Petrobras que levaram a gasolina ao preço de até R$ 4,499, conforme coleta de dados da ANP realizada entre 23 e 29 de setembro”.

Confira a matéria:

Etanol com preço atrativo

OITO MESES: ELEVAÇÃO DO PREÇO DA GASOLINA IMPULSIONOU MOVIMENTO, LEVANDO A UM AUMENTO DE 75% NAS VENDAS DO COMBUSTÍVEL.

O uso do etanol voltou a entrar na preferência do consumidor paraibano. A inflação constante no preço da gasolina impulsionou esse movimento, levando a um aumento de 75% nas vendas do combustível no estado nos oito primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Na Capital, esse quadro ganhou um impulso extra, resultante de quedas de preço que levaram o etanol a custar R$ 2,88 em alguns postos no final de semana, tornando-se mais vantajoso que a gasolina.

De janeiro a agosto de 2017, foram vendidos pouco mais de 46 milhões de litros de etanol na Paraíba. Em 2018, no mesmo período, esse número chegou a quase 81 milhões de litros. A gasolina, por outro lado, tem apresentado uma redução crescente nas vendas. Em janeiro de 2018, por exemplo, o combustível teve 2,3% a menos de venda que no mesmo mês em 2017. Já quando comparamos os meses de agosto, percebemos uma redução de 7%. Todos os dados são da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Em João Pessoa, os baixos preços praticados por alguns postos têm feito o etanol ser bem mais vantajoso que a gasolina. Para fazer a comparação e decidir se deve optar pela gasolina ou pelo etanol, o motorista deve multiplicar o preço da gasolina por 0,7. Nesse caso, o preço deste último deve ser menor que o resultado para apresentar mais vantagem. De acordo com a última pesquisa semanal da ANP, que corresponde ao período de 23 a 29 de setembro, o preço máximo da gasolina na Capital foi de R$ 4,499, enquanto o preço mínimo do etanol foi de R$ 2,949.

Uma explicação para os baixos preços está na oferta maior de etanol das usinas e distribuidoras. “A safra de cana está quase no seu pico na Paraíba e neste período as usinas de Pernambuco e Alagoas, cujas safras maturam mais tarde, também já estão entregando etanol”, explicou Edmundo Barbosa, presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool (Sindalcool).

O excesso do produto no mercado e a variedade de distribuidoras para negociar permitem que os postos possam praticar um melhor preço, explicou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Paraíba (Sindipetro/PB), Omar Hamad Filho.

Setorizado no litoral

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campina Grande e do Interior da Paraíba, Bruno Agra, por outro lado, afirmou que esses baixos valores não conseguiram sair do litoral. “Os preços continuam estáveis. Não houve redução no valor do etanol pelos revendedores que pudessem ser repassados para os consumidores”, afirmou. De acordo com ele, as distribuidoras vendem o etanol por uma média de R$ 3,50 aos postos.

Edmundo Coelho, presidente do Sindalcool, indica dois fatores que podem contribuir com isso. “Os postos podem estar comprando de uma distribuidora que adquiriu esse combustível mais cedo, a preços mais elevados, ou essas revendedoras estão tentando obter uma margem de lucro maior no etanol em uma tentativa de compensar a queda do lucro com a gasolina”, analisou.

Apesar da diferença com relação aos preços da Capital, o etanol também pode ser vantajoso em Campina, a depender do posto. A cidade possui, de acordo com o levantamento da ANP, um preço máximo de R$ 4,790 para a gasolina e mínimo de R$ 3,260 para o etanol. A dica para o consumidor é sempre aplicar a regra Preço da gasolina X 0,7 > Preço do etanol.

“Temos vários fatores, como a safra e a oferta, que explicam essa redução. Isso reflete nas vendas. As pessoas têm percebido que o etanol passou a valer mais a pena e já estão fazendo a troca de combustíveis”, diz Omar Hamad Filho. Presidente do SindPetro.

 

 

Fonte: Jornal Correio da Paraíba de 03/10/2018 – Caderno: Economia.

RenovaBio irá vincular CBios à sustentabilidade no uso da terra

Somente produção sem desmatamento e em conformidade com código florestal e zoneamentos agroecológicos poderá receber CBios.

por Miguel Ivan Lacerda de Oliveira 

Quando o assunto é a redução de gases do efeito estufa (GEE) por biocombustíveis, o risco de aumento do desmatamento está entre as principais preocupações em nível nacional e internacional.
Em meados dos anos 2000, quando as primeiras políticas internacionais para produção de biocombustíveis começaram a ser elaboradas, houve uma grande mobilização na comunidade científica para investigar que impactos elas teriam na mudança de uso da terra (MUT) – termo técnico para designar todas as alterações no emprego da terra, incluindo desmatamento para uso agrícola – ao redor do globo. Diversas publicações científicas alertaram para o risco de aumento de emissões e, a partir de então, a consideração da MUT se tornou indispensável em políticas energéticas. Com isso, a pressão mundial para evitar que o desmatamento aconteça em decorrência da produção de biocombustíveis se tornou imensa.
Com a assinatura, em 14 de março de 2018, do decreto que regulamentou a Lei nº 13.576/17, da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), os próximos passos para a implementação do RenovaBio passam pela regulação do processo de certificação. Ela ocorrerá por meio de resoluções da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que definirão, por exemplo, o método de cálculo da nota de eficiência energético-ambiental – que, por sua vez, influenciará na quantidade de créditos de descarbonização (CBios) que cada produtor de biocombustíveis poderá emitir.
A nota de eficiência energético-ambiental será calculada por meio da RenovaCalc, ferramenta desenvolvida por pesquisadores especialistas em Avaliação de Ciclo de Vida. Entre as instituições envolvidas estão: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Agroicone.
Mas como o risco de aumento do desmatamento será tratado pelo RenovaBio? Os pesquisadores levantaram uma série de alternativas para consideração da mudança de uso da terra, tendo como base a literatura científica, as políticas vigentes e diálogos com os atores do setor produtivo e de certificação. Após alguns meses de trabalho, a proposta foi submetida à ANP no último mês de março.
Basicamente, os produtores de biocombustíveis terão de cumprir três critérios de elegibilidade para ingressar no programa e ter direito aos CBios:

Toda a produção certificada deve ser oriunda de área sem desmatamento após a data de promulgação da lei do RenovaBio (26 de dezembro de 2017)

Toda a área deve estar em conformidade com o Código Florestal, por meio da regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR)

As áreas de produção de cana e palma devem estar em conformidade com os zoneamentos agroecológicos da cana-de-açúcar e da palma-de-óleo, definidos pelos Decretos Federais 6.961 e 7.172, respectivamente. Essa é a configuração que atualmente está em análise pela ANP e que, em breve, será colocada em consulta pública.

Essa proposta apresenta uma série de vantagens quando comparadas com outras alternativas disponíveis. Nas políticas de biocombustíveis norte-americanas, a principal forma de abordar essa questão é por meio da adoção de fatores de mudança indireta de uso da terra (iLUC factors). Já na Europa são utilizados mecanismos de gestão de risco, como a definição de áreas vetadas para produção de biocombustíveis e a contabilização direta do uso da terra (dLUC).
As mudanças são consideradas diretas (dLUC) quando ocorrem dentro do sistema do produto avaliado e indiretas (iLUC), quando ocorrem como consequências da dLUC, mas fora do sistema de produto avaliado. Por exemplo, há dLUC quando a produção de cana ou soja se expande diretamente sobre pastagens e há iLUC quando essa pastagem se desloca para outras áreas.
Já o Brasil aparece como um destaque no contexto mundial quando se trata de políticas para ordenamento do uso da terra. Dono de uma vasta área de vegetação nativa – mais de 60% do território – e de uma agricultura pujante em expansão, o país definiu marcos legais únicos no mundo para conciliar produção agrícola e preservação ambiental, como por exemplo, zoneamentos agroecológicos, políticas de monitoramento e prevenção de desmatamento e o código florestal.
No caso do RenovaBio, o desafio consiste em definir uma estratégia que tenha reconhecido potencial de mitigação de emissões de GEE associadas a MUT, baixo nível de complexidade para implementação na primeira fase do programa, baixos custos de certificação para as unidades produtoras, forte embasamento técnico-científico, sinergia com políticas e programas de uso da terra em vigor no Brasil e internacionais, e capacidade de cumprimento e assimilação pelo setor produtivo.
As principais vantagens da proposta de tratamento de MUT no RenovaBio são apresentadas abaixo:

Garante um controle rigoroso da conversão direta de áreas de vegetação nativa, que consiste no tipo de mudança de uso da terra com maior potencial de emissões de GEE e de maior preocupação para a comunidade científica e sociedade em geral. Outros tipos comuns de MUT têm emissões de uma ordem de grandeza menores que a MUT de vegetação nativa para uso agrícola e são muito mais dinâmicos no tempo – por exemplo, a MUT entre pastagem, lavouras anuais e cana podem se alternar rapidamente ao longo dos anos. Dois outros tipos de MUT poderiam ter emissões mais altas: a conversão de uso com lavouras permanentes ou com silvicultura para culturas agrícolas anuais. No entanto, eles são relativamente raros no Brasil, considerando os outros casos.

Assegura o controle da expansão de biocombustíveis para áreas sensíveis ao seu cultivo, conforme definido nos zoneamentos agroecológicos e na lei de proteção da vegetação nativa. Esses instrumentos não permitem, por exemplo, a expansão de cana e soja sobre floresta Amazônica ou a sobreposição das áreas de produção com áreas de preservação, como Áreas de Preservação Permanente (APP). Tais casos estariam associados a um grande potencial de emissão de GEE e poderiam ser objeto de grande preocupação pela sociedade brasileira e internacional.

Está alinhada com instrumentos de ordenamento territorial já estabelecidos e assimilados pelos setores produtivos. Com isso, seu uso como critérios de elegibilidade beneficia produtores atentos a questões ambientais, os quais provavelmente não terão dificuldades de ingresso no RenovaBio, indicando uma alta capacidade de assimilação pelo setor produtivo.

Tem baixo custo de comprovação e certificação quando comparada a outras alternativas. Todos os critérios de elegibilidade podem ser verificados de forma remota por imagens de satélite ou outras fontes de informações disponíveis, como, por exemplo, o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), evitando, assim, alternativas que necessitam de verificações em campo, que podem ter custos muito altos.

Evita a adoção de modelos e métodos de maior complexidade e grandes incertezas metodológicas, como a estimativa de iLUC; a discriminação entre níveis de degradação de pastagens, tipos de vegetação nativa ou tipos de manejo de solo; e a verificação de estoques de carbono no solo. Tais incertezas poderiam desencadear grande insegurança jurídica, além de maiores custos e tempo para certificação e para a regulamentação do programa em si.

Resguarda o programa de críticas sobre a promoção da competição entre alimentos e combustíveis.Os usos da terra com cana-de-açúcar ou pastagens tipicamente apresentam estoques de carbono bem maiores que lavouras anuais alimentícias, como arroz e feijão. A adoção de modelos de dLUC propiciaria uma menor intensidade de carbono para a expansão de biocombustíveis sobre lavouras anuais, em detrimento da expansão sobre pastagens e, portanto, estaria premiando a competição com lavouras alimentícias, resultado indesejado em uma política pública dessa natureza.

Tem sinergia com vários padrões internacionais e literatura científica. A diretiva europeia e vários protocolos internacionais (como por exemplo, Bonsucro, ISCC e RSB) se valem de mecanismos de gestão de risco pelo estabelecimento de áreas sensíveis vedadas à expansão de produção de biomassa para biocombustíveis. Por outro lado, a adoção de iLUC factors tem sido alvo de grandes críticas e controvérsias na comunidade científica. Esse histórico dá à proposta apresentada robustez científica e política aos olhos internacionais.

É transparente e de simples comunicação para o setor produtivo e sociedade. A contabilização de MUT direta ou indireta envolve modelos complexos, de difícil compreensão por boa parte da sociedade, enquanto a adoção de critérios simples e de amplo conhecimento pode trazer transparência e facilitar a comunicação.

Em resumo, a proposta é suficientemente robusta para garantir segurança e baixo risco de emissões de GEE devido à MUT e, ao mesmo tempo, simples o suficiente para ser implementada. Se aprovada, ela tornará o Renovabio um importante vetor para promoção do uso sustentável da terra para produção de biocombustíveis e assegurará a manutenção da posição de destaque do Brasil na promoção da agricultura e matriz energética sustentáveis.

(Miguel Ivan Lacerda)

Palestras do evento de Abertura de Safra 2018/2019

Quem não conseguiu comparecer ao evento na Asplan, que contou com palestras muito importantes para o setor, não precisa ficar de fora das novidades.

É possível conferir todas as palestras clicando nos nomes abaixo:

8:30 h  Abertura Solene – Deputado Federal Evandro Gussi
 
9:00 h – Desafios dos Produtores de Etanol e a descarbonização com o RenovaBio  
 
10:00 h – Cenários de Oferta de Etanol e Demanda do Ciclo Otto 2018 2030
 
10:50 h – Coffee Break 10 min
 
11:00 h –  Potencial do Biogás com o RenovaBio
Alessandro von Arco Gardemann  Presidente  ABIOGAS Associação                Brasileira de Biogás e Biometano
 
12:30 h – 14:00 h Almoço 
 
14:00 h – Desafios nas Novas Tecnologias na Gestão Agrícola
Dr Alisson de Brito – UFPB
Keke Roseberg Monteiro Azevedo – BNB
 
15:00 h – Bioquerosene de cana – Descarbonização dos Transportes Aéreos

Aproveite!!!

Abertura de Safra 2018/2019 traz a João Pessoa autor do RenovaBio

Na última quinta-feira, 16 de agosto, estiveram reunidos no auditório da Asplan políticos e nomes importantes na cadeia do setor sucroenergético da PB, durante o evento de Abertura de Safra, das 8h:30 às 17h.

O evento teve uma abertura solene que contou com a participação de diversos políticos (fotos na galeria abaixo), entre eles o Deputado Federal de SP, Evandro Gussi, autor do RenovaBio. O deputado afirmou que “a ocasião foi muito importante para se conseguir popularizar o RenovaBio dentro do próprio setor. Ele é uma política absolutamente inovadora que garante previsibilidade e organização do mercado de biocombustíveis, mas que vai demandar o trabalho de toda a cadeia produtiva, então nada mais importante do que a preparação, no tempo certo, para que o RenovaBio aconteça na prática. Por um lado as agências governamentais, o Ministério de Minas e Energia, oferecem a sua parte construindo uma regulamentação numa perspectiva muito séria, e por outro lado o setor, compreendendo cada vez mais a janela de oportunidade que significa o RenovaBio, se prepara para, atendendo as exigências, aproveitar todas as potencialidades que o RenovaBio oferece”.

Já o também Deputado Federal, desta vez da PB, André Amaral, destacou a importância do setor para a economia do estado: “As pessoas precisam saber o quanto a cana movimenta a nossa economia e leva dignidade a todos os que participam desta cadeia produtiva”.

O Dr. Antônio de Pádua, diretor técnico da UNICA, abriu as palestras abordando o tema “Desafios dos Produtores de Etanol e a Descarbonização com o RenovaBio”. Para ele, “por ser um assunto em fase de regulamentação, é muito importante ter oportunidades como esta, para se passar a toda cadeia produtiva que vem aí uma nova realidade, que leva em conta a preservação ambiental”.

Para o presidente do Sindalcool, dr. Edmundo Barbosa, “este foi além de um evento de abertura da safra para uma reflexão sobre as perspectivas de mercado e a valorização dos outros biocombustíveis, além do etanol”. Foi o caso, por exemplo, da palestra proferida por Alessandro Gardemann, presidente da ABIOGÁS – Associação Brasileira de Biogás e Biometano, com o tema “Potencial do Biogás com o RenovaBio”.

Também foram proferidas palestras com dr. Gilvan Celso Cavalcanti (Miriri), dr. Guilherme Nastari (Datagro), dra. Rachel Martins (EPE), dra. Amanda Duarte (Rede Nacional de Pesquisas do Bioquerosene), dr. Onofre Andrade (Boeing) e dr. Alisson Brito (UFPB), entre outros convidados especiais.

No final do evento foi apresentado pelo dr. Alisson Brito o drone elétrico de asa fixa desenvolvido pela UFPB em parceria com o Engenho São Paulo, projetado para percorrer grandes áreas para monitoramento agrícola detectando pragas, escassez hídrica, entre outras anomalias. Esta nova ferramenta de trabalho chamou muito a atenção de todo o publico.

Dr. Edmundo conclui lembrando que “com a aprovação pela ASTM de uma rota de produção de bioquerosene a partir do etanol, as empresas se movimentam para que ocorra a introdução desse produto em breve, e isso é muito atraente porque o valor do bioquerosene é bastante superior ao preço do etanol veicular, então dá uma remuneração mais interessante para os produtores”.

Mais informações sobre o evento no link logo após as fotos:

http://asplanpb.com.br/2018/08/21/autor-do-renovabio-prestigia-evento-de-abertura-da-safra-2018-2019-na-paraiba-e-diz-que-projeto-foi-construido-a-muitas-maos/

Sindalcool apoia o Desenvolvimento Sustentável do Vale do Mamanguape

Amanhã, dia 21 de agosto a partir das 15h no auditório da UFPB em Mamanguape, os líderes dos 12 municípios do Vale do Mamanguape estarão apresentando aos parceiros – como o Sindalcool, e autoridades, o Plano para o Desenvolvimento Sustentável daquela região. O referido Documento foi elaborado em 8 encontros dentro da metodologia TES – Território Empreendedor Sustentável. Essas reuniões foram mediadas por consultores do Sebrae que dentro de uma perspectiva inovadora, democrática e participativa, trabalharam e debateram os problemas comuns, as potencialidades locais e as soluções possíveis. Foram eleitos três eixos prioritários para alavancagem da economia local e estímulo ao empreendedorismo, são eles: Infraestrutura, Agronegócios e Turismo. O documento será entregue formalmente aos órgãos e instituições que possam apoiar a execução da agenda Vale 2030. Será um momento importante para o Vale do Mamanguape, que inicia um processo de renovação de ideias e intenções em busca de um futuro com melhores índices de desenvolvimento humano e social, bem como muito mais qualidade de vida para os moradores e atores locais.

São municípios do Vale do Mamanguape:

1. Mamanguape
2. Rio Tinto
3. Marcação
4. Baía da Traíção
5. Mataraca
6. Itapororoca
7. Capim
8. Cuité de Mamanguape
9. Pedro Regis
10. Curral de Cima
11. Lagoa de Dentro
12. Jacaraú

 

 

Informações: Assessoria de Comunicação do Sebrae

 

Abertura da safra 2018/2019 tem preservação da vida e biocombustíveis como tema

A preservação da vida pede, com urgência, um ar mais puro, com o uso de biocombustíveis. O etanol emite muito menos poluentes e é o caminho certo a se trilhar em um futuro que, para quem quer preservar a vida, já se faz presente.

No próximo dia 16 de agosto, quinta-feira, a partir da 8h30, no auditório da Asplan, em João Pessoa, um importante evento marcará a abertura da safra de cana-de-açúcar 2018/2019 na Paraíba. Com a presença do deputado federal Evandro Gussi, entre outros nomes importantes para o setor sucroenergético, serão debatidos assuntos como os biocombustíveis, Renovabio, Biogás e Bioquerosene. Promovido pelo Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool (Sindalcool), com apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o encontro apresentará na abertura solene o deputado federal Evandro Gussi, cuja atuação se destacada com matérias do setor.

Depois da abertura solene com o deputado federal Evandro Gussi às 8h:30, o evento seguirá com Antônio de Pádua, da Unica, Gilvan Celso, da Miriri e Guilherme Nastari, da Datagro, abordando o tema “Desafios dos produtores de Etanol e a descarbonização com o Renovabio”. Em seguida a palestra será sobre “Cenários de oferta de Etanol e demanda do ciclo Otto 2018/2030”, com o representante da ANP e Rachel Henriques, da EPE. Ainda pela manhã haverá a palestra “Potencial do Biogás com o Renovabio”, proferida pelo presidente da ABIOGAS, Alessandro Von Arco Gardmann.

Durante a tarde serão abordados os seguintes temas em palestras: “Desafios nas novas tecnologias na gestão agrícola”, com Dr. Marcello Benigno , do IFPB, e “Bioquerosene de cana – Descarbonização dos transportes aéreos”, com Onofre Andrade, da Boeing e Dra. Amanda Duarte, da Rede Nacional de Bioquerosene.

O evento será encerrado com um debate e as vagas são limitadas. Para participar pode acessar o link https://www.sympla.com.br/abertura-de-safra-na-paraiba-2018-2019__324048

Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, sediar um evento com temas tão significativos e importantes é uma honra para a Associação. Ele acredita que os biocombustíveis ainda não são bem aproveitados, mas que esta realidade irá mudar quando as pessoas se conscientizarem de que é preciso preservar o planeta e a vida de todos, emitindo menos poluentes.

Para Edmundo Barbosa, presidente executivo do Sindalcool: “A Abertura da Safra é sempre motivo de gratidão pela produção, pelo trabalho de todos. Sempre que existe cooperação todos ganham mais”. É o quanto todos podem se beneficiar com esta produção que o evento de quinta-feira vai deixar ainda mais claro.

Tudo sobre Energia para crianças!

A Empresa de Pesquisa Energética investe de forma direta no futuro. O site da EPE tem uma página chamada ABCDEnergia voltada especificamente para o público infantil, que navega por dicas e curiosidades sobre Energia, guiado pelo personagem Watt.

Ao alcance de um clique a criança acessa conceitos que a ajudam a entender como transformamos a energia dos recursos naturais, e há pequenos textos com informações extras sobre cada assunto.

Perguntas sobre o que está por trás de um interruptor ou o que faz um carro se deslocar, são colocadas de forma a instigar a curiosidade dos pequenos, que acessam as respostas de forma fácil e didática.

Vale a pena conferir no link abaixo:

http://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia

Economia com uso da energia solar: PB desperdiça oportunidade.

Com energia solar, economia anual do governo chegaria a R$ 200 milhões. De acordo com matéria publicada em 22 de julho de 2018 no Correio Braziliense, a energia solar é uma alternativa para redução dos gastos públicos.

“Se todos os prédios públicos tivessem miniusinas com painéis fotovoltaicos, como o MME e a Aneel, a economia anual chegaria a R$ 200 milhões. Em 2017, gasto da administração federal com eletricidade foi de R$ 2,083 bilhões

Com potencial de gerar 170 vezes mais eletricidade do que a atual matriz brasileira, a energia solar ainda é subaproveitada no país, contribuindo com menos de 1%. Iniciativas pontuais, no entanto, revelam que investir em geração fotovoltaica é cada vez mais necessário e providencial para o Brasil que, além de ser um país tropical, com muita irradiação solar, precisa conter os gastos. Se o governo federal replicar em todos os prédios públicos a instalação que cobre apenas o Ministério das Minas e Energia (MME) e, bem recentemente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), poderia economizar, pelo menos, R$ 200 milhões por ano em energia.

O gasto com eletricidade da administração federal no ano passado foi de R$ 2,083 bilhões. Em 2016, foi de R$ 2,156 bilhões. O recuo de 3,5% de um ano para outro já foi reflexo de algumas medidas de eficiência energética adotadas pelo Executivo, entre elas a instalação de um miniusina fotovoltaica na cobertura do MME. O sistema foi realizado no modelo de acordo de cooperação técnica entre a pasta e Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), sem ônus para o poder público, mas com custos de cerca de R$ 500 mil. A potência de geração da miniusina é de 69 quilowatts (kW) ou 60 quilowatts pico (kWp), que equivale ao consumo de 23 residências de uma família média brasileira, com três a quatro pessoas consumindo 300 kWh por mês.”

Paralelo a isso, no contexto estadual, na Paraíba, a conta de energia elétrica da UFPB tem o mais alto valor em reais. A partir dessa informação e dos dados sobre a redução de custos com o uso da energia solar, percebe-se que a utilização dessa fonte energética deveria ser cogitada, não só pela diminuição de gastos, mas também por ser uma fonte limpa e renovável.

Vale ressaltar também que no início do mês de agosto a Paraíba sediará o Solar Summit 2018. O 1° evento da Abertura da Safra tratará da complementariedade entre a fonte solar e a fonte biomassa. Na oportunidade, serão reunidas as principais autoridades dessa área no âmbito do governo. Edmundo Barbosa, presidente do Sindalcool, destaca que “o evento será uma excelente oportunidade para atrair empreendedores que quiserem se situar melhor diante das perspectivas da energia solar, lembrando que a PB é o Estado que tem a mais intensa irradiação solar no País”.

Setor Sucroenergético: bom para o planeta, bom para o Brasil, bom para você!

A SIAMIG lança hoje a nova Campanha: Setor Sucroenergético, bom para o planeta, bom para o Brasil, bom para você, até 15 de agosto. O vídeo utiliza uma linguagem moderna para aproximar o consumidor do setor, e conta para isso também com a imagem do presidente Mário Campos, que conversa com o público. Enfatizamos ainda a sustentabilidade da produção sucroenergética e o valor ambiental do etanol na redução das emissões de gases do efeito estufa e sua presença em vários produtos do dia-a-dia da população. Acompanhem, curtam e compartilhem todas as peças até o dia 15/8 e ajudem a SIAMIG a ampliar o conhecimento e a imagem positiva do setor!

GLOBAL AGRIBUSINESS FORUM 2018

O GLOBAL AGRIBUSINESS FORUM 2018 – GAF 2018 / DATAGRO aconteceu nos dias 23 e 24 de julho em São Paulo e o presidente do Sindalcool, Edmundo Barbosa, esteve presente ao evento como delegado convidado.

Foi um momento de diálogo entre produtores, ministros e embaixadores de 56 países. Ao final dos dois dias Edmundo ponderou: “Haverá paz somente onde as pessoas tenham alimentos desde a infância. A missão do agronegócio do Brasil é alimentar o mundo, é promover a paz”.