Selo Agro+ Integridade

Presidente Executivo do Sildalcool, Edmundo Barbosa, é nomeado pelo ministro Blairo Maggi para representar a Confederação Nacional da Indústria no Comitê Gestor do Selo Agro+ Integridade.

O Selo, lançado em setembro de 2017, é um prêmio de reconhecimento às empresas do agronegócio que adotam práticas de governança e gestão capazes de evitar desvios de conduta e de fazer cumprir a legislação, em especial a Lei Anticorrupção (Lei 12.846, de 1º de agosto de 2013).

As empresas premiadas poderão utilizar o selo em seus produtos e campanhas publicitárias pelo período de 1 ano. A premiação também servirá de apoio na demonstração de práticas de integridade para fins de empréstimos oficiais.

Em maio de 2018 aconteceu, em Brasília, a reunião de instalação do Comitê Gestor do Selo Agro+ Integridade e os encontros prosseguem. Leia mais detalhes sobre a primeira reunião no link abaixo:

http://www.agricultura.gov.br/noticias/comite-gestor-do-selo-faz-a-primeira-reuniao-de-trabalho

Antitabagismo: apoiamos essa causa!

Por um ar mais puro, por mais saúde para todos nós!

O Sindalcool se preocupa com a qualidade do que entra em seus pulmões. Ar puro significa melhor qualidade de vida. Atualmente o cigarro é responsável por 156 mil mortes por ano no Brasil, não só de fumantes, mas também de fumantes passivos.
Preserve a sua saúde e a de quem está perto de você. Diga não ao tabagismo! Procure ajuda para deixar de fumar através do Disque-Saúde: 0800 644 7033. O respeito por si e pelo outro também está nos pequenos gestos do dia a dia.

NOTA DO FÓRUM NACIONAL SUCROENERGÉTICO

O Fórum Nacional Sucroenergético informa que pelo menos 220 usinas dos estados produtores do Centro-Sul estão paralisadas por conta da greve dos caminhoneiros. Até a próxima quinta-feira todas as unidades produtoras do Centro-Sul estarão paralisando suas atividades. O setor tem no Centro-Sul 340 unidades que empregam mais de 600 mil pessoas diretamente (o Nordeste encontra-se em período de entressafra). O principal motivo da paralisação é a falta de óleo diesel, utilizado na colheita, irrigação, plantio e irrigação, e de outros insumos, principalmente produtos químicos como cal e ácido sulfúrico, entre outros.
O Centro-Sul é responsável por 94 % da produção de etanol no país. A perda de receita estimada é de 300 milhões de reais. “Estamos deixando de produzir mais de 250 mil toneladas de açúcar e 300 milhões de litros de etanol”, informou o Fórum.
“Estamos em plena safra e as distribuidoras não conseguem tirar os produtos para entrega nos postos para o abastecimento da sociedade. Estamos empenhamos com os governos estaduais, governo federal, ANP e setor de distribuição buscando medidas para amenizar o problema”.
Desde sexta a ANP flexibilizou algumas regras de distribuição de combustíveis.
“Não estamos conseguindo vender os nossos produtos e teremos dificuldades em pagar salários, fornecedores e impostos, pois não estamos faturando”.
Além do setor e da sociedade, os governos serão afetados com um menor faturamento e consequente menor arrecadação.
“Outro problema levantado é que as indústrias não terão bagaço para fazer a co-geração e com isso deixarão de colocar energia no sistema elétrico.”

O etanol pode ser uma boa alternativa?

Sim. Com o RenovaBio, a Política Nacional de Biocombustíveis. O etanol pode trazer um grande alívio em momentos como o atual por ser concorrente da gasolina, proporcionando aos consumidores a possibilidade de escolha. Em algumas regiões, a alta nos preços de derivados do petróleo tem feito o combustível à base de cana de açúcar valer ainda mais a pena financeiramente.

As usinas de álcool estão fundamentalmente concentradas no Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste elas garantem milhares de empregos. Na Paraíba a produção de etanol melhora a economia dos 26 municípios que produzem cana de açúcar. São mais de 60.000 famílias beneficiadas pelas empresas que empregam 21.800 trabalhadores diretos.

Em geral, o uso do álcool é muito mais vantajoso. Na Paraíba as vendas de etanol nos postos revendedores cresceram neste ano mais de 70% contra o mesmo período do ano passado. Os consumidores querem economia e não poluição.

A “janela” para transformar o álcool em combustível mais relevante no País está começando com o RenovaBio, a Política Nacional de Biocombustíveis que visa, a partir de 2020, reduzir as emissões de gases de efeito estufa dos combustíveis fósseis.

É verdade que setor está em crise há uma década – a política de controle de preços da gasolina acabou diminuindo a demanda por etanol – e ainda hoje registra número elevado de falências e recuperações judiciais. O Etanol evita as importações que tem ocorrido com a gasolina e o diesel.

Há mercado internacional para o biocombustível – Brasil e Estados Unidos, basicamente, o produzem em larga escala. A perspectiva de crescimento do mercado doméstico no médio e longo prazo é de produção de 45 bilhões de litros até 2030. Atualmente o Brasil produz 28 bilhões de litros de etanol. A rápida evolução da tecnologia dos veículos híbridos a etanol promete maior eficiência energética para os consumidores nos próximos anos, além do abastecimento de veículos leves com célula combustível e motores elétricos abastecidos com Etanol, com participação maior desses veículos  na frota nacional.

Tecnologia e inovação na produção paraibana

Tecnologia. A Paraíba inova e sai na frente no setor sucroalcooleiro. O presidente executivo do Sindalcool PB, dr. Edmundo Barbosa, esteve esta semana em Brasília para acompanhar o “Seminário Bioquerosene e RenovaBio”, na sede do CNPq. Na oportunidade ele também visitou o laboratório de pesquisas da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e sobre esta visita teceu o seguinte comentário:

“A visita ao Centro de Pesquisas Tecnológicas da ANP foi muito importante porque lá estavam alguns diretores, entre eles Aurélio do Amaral e Carlos Orlando, e na nossa estratégia de relacionamento contínuo com a ANP a visita foi importante para conhecer o único laboratório independente de validação de biocombustíveis no país. O laboratório passará também a fazer as análises de validação do bioquerosene”.

Barbosa também afirma que para a Paraíba esta visita foi especialmente importante por dois motivos, e explica: “Foi feita a instalação de um analisador do processo de destilação, uma iniciativa pioneira de inovação tecnológica que traz qualidade e está implantado numa de nossas empresas associadas, a Japungu Agroindustrial. O equipamento está em testes e entrará em funcionamento na próxima safra, então nós fomos convidar a ANP para conhecer, validar e acompanhar esse grande avanço tecnológico, que permitirá uma automação com mais produção e melhor eficiência energética durante o processo”.

E conclui: “Além disso, a ANP hoje pode prestar serviços, e foi desenvolvido na Paraíba um aditivo para o etanol cujo benefício será elevar o cetano e aumentar a competitividade com a gasolina C, oferecendo ao consumidor maior economia. Esse produto será testado pela superintendência de qualidade da ANP”.

Entenda o RenovaBio e participe da Consulta Pública

Entendendo o RenovaBio:

O RenovaBio, lançado pelo Ministério de Minas e Energia em dezembro de 2016, é um programa do Governo Federal que se sustenta em objetivos como: aumentar a produção de biocombustíveis, criar meios para que o Brasil cumpra os compromissos firmados no Acordo de Paris, aprovado por 195 países e assinado em abril de 2016, visando reduzir as emissões de gases do efeito estufa no contexto do desenvolvimento sustentável e, assim, melhorar a organização e conferir previsibilidade. Tais objetivos podem ser obtidos através do estabelecimento de regras estáveis e metas claras para o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, promovendo maior eficiência, menores custos, e maior controle contra fraudes no comércio de combustíveis.

Consulta Pública:

O primeiro passo para implantação do RenovaBio é o processo de Consulta Pública, que teve início no dia 04/05/2018 e se estenderá até 20/05/2018. O objetivo é abrir um diálogo com a sociedade e definir as diretrizes estratégicas para os biocombustíveis. São aceitas críticas e sugestões para serem devidamente estudadas. Todos os comentários submetidos durante a Consulta estão disponibilizados de forma transparente, avaliados e consolidados pelo núcleo operacional do RenovaBio.

Como participar?

Os arquivos do modelo já estão disponíveis no site da Consulta Pública (http://www.mme.gov.br/web/guest/consultas-publicas), sendo esta a Consulta nº 46, do dia 04/05. Aos interessados, a reunião ampliada para discussão ocorrerá no dia 17/05, das 14h30 às 18h, no Auditório Térreo do Ministério de Minas e Energia, Esplanada dos Ministérios, Bloco “U”.

O participante que desejar fazer intervenções durante a Audiência Pública deverá se inscrever até o dia 16/05 por meio do envio de e-mail para comiterenovabio@mme.gov.br, informando o nome de quem fará a intervenção e, se for o caso, a entidade que representa. Será dada prioridade às entidades representativas do setor de biocombustíveis.

No dia 20/05 será encerrada esta etapa e se iniciará o processo de consolidação das contribuições. As diretrizes estratégicas podem ser aperfeiçoadas, e a partir disso deverá ser buscado o instrumento adequado para a formalização dessas diretrizes, importantes para nortear as políticas públicas de Estado para os biocombustíveis.

Brasília: Seminário Bioquerosene e o RenovaBio

O Seminário tratou da inserção do Bioquerosene de aviação na matriz energética nacional e como a nova Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) pode contribuir para acelerar esta penetração. O evento foi organizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), a Embraer e a Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis de Aviação, Gol Linhas Aéreas; e aconteceu na sede do CNPq, em Brasília, nesta segunda-feira, 07 de maio.

José Mauro Coelho, Diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética, participou do evento apresentando a palestra “Mercado Futuro de QAV e Bioquerosene”, na qual mostrou que em 2016, a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) aprovou o CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation), que entrará em efetividade em 2020, obrigando a indústria de aviação civil dos países signatários a neutralizar ou compensar suas emissões de gases do efeito estufa. De acordo com José Mauro, a aprovação do CORSIA pela CAO, um instrumento baseado em mercado e alinhado com as resoluções da COP-21, reforça a obrigação da indústria de aviação em mitigar as suas emissões de CO2 e diferente do setor rodoviário, a solução para o setor aéreo não passa pela eletrificação. A alternativa são os combustíveis sustentáveis de aviação, inclusive o etanol.

De acordo com Pedro Scorza, assessor técnico para combustíveis renováveis da Gol Linhas Aéreas, “No Brasil temos grandes oportunidades em lipídeos e oleaginoseas. Além disso, ainda existe a cana-de-açúcar, que já é uma realidade industrial”.

O Presidente Executivo do Sindalcool PB, Edmundo Barbosa, esteve presente à ocasião e afirmou que “O Ministério das Minas e Energia tinha por lei essa obrigatoriedade de propor metas de descarbonização, que depois vão ser desmembradas em metas para as distribuidoras. As petroleiras querem uma meta menor, mais baixa, e propuseram na semana passada 7,2%ou 7,6%, e agora a meta lançada pelo Ministério foi de 10% de redução na intensidade de carbono na matriz energética. Ou seja, de 2018 à 2028 deve-se atingir essa meta de redução de gramas de CO2 por megajoule de energia (mJ/g).  Inclusive no evento o tema principal era o bioquerosene, mas também se discutiu muito sobre biodiesel e etanol. Todas as empresas aéreas precisam reduzir em 50% as suas emissões até 2050, e elas estão buscando isso”.

Metas para o RenovaBio são propostas pelo MME

O Ministério de Minas e Energia (MME) elaborou uma proposta preliminar que estabelece como meta uma redução de 7% na intensidade da emissão de carbono dos combustíveis nos próximos dez anos, conforme documento obtido pelo Valor Econômico.

Modelo – O modelo foi apresentado em reunião do Comitê RenovaBio e circula entre representantes do segmento. As metas de emissão são consideradas o elemento central do programa RenovaBio, já que determinarão o grau de incentivo à produção de biocombustíveis.

Certificados – Para garantir essa redução de 7%, o MME avaliou que, em 2028, teriam que ser comercializados 79,7 milhões de certificados de biocombustíveis (CBios). Os CBios serão vendidos pelos produtores às distribuidoras em bolsa.

Preço – O preço dos CBios oscilará conforme oferta, demanda e atuação de players financeiros. Uma das hipóteses trabalhadas pelo MME é de um preço de R$ 34 por tonelada em 2028, conforme valores esperados para 2020 no mercado internacional de carbono e um câmbio de R$ 3,40. Isso significaria que o mercado de CBios poderia movimentar R$ 2,71 bilhões em 2028.

Premissa – O modelo adota como premissa que, em 2018, cada megajoule de energia produzida pela média dos combustíveis no Brasil vai emitir 73,55 gramas de gás carbônico equivalente (a todos os gases de efeito estufa). Essa relação é chamada de intensidade de carbono.

Meta de intensidade – Para 2019, a meta de intensidade de carbono da matriz de combustíveis proposta pelo MME é de 73,52 gramas de CO2 equivalente por megajoule. O modelo prevê uma redução progressiva até 2020, depois um aumento até 2022 para 73,46 gramas de CO2 equivalente por megajoule, e posteriormente uma retomada da redução da meta para até 68,97 gramas de CO2 equivalente por megajoule em 2028. Em relação a 2018, esse número representa uma redução de 7%.

Gases de efeito estufa – Isso não significa, porém, que a diminuição da intensidade de carbono reduzirá o volume total de gases de efeito estufa emitidos pelos combustíveis em 2028 em relação a 2018. Se essas metas forem adotadas, a emissão total de CO2 equivalente em 2028 deverá ser de 345 milhões de toneladas, enquanto para este ano a perspectiva é que a matriz de combustíveis emita 289 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Matriz – No entanto, sem essas metas, o MME avalia que a matriz de combustíveis do Brasil chegaria em 2028 emitindo 425 milhões de toneladas de CO2 equivalente – 80 milhões de toneladas a mais apenas em 2028 caso não seja implementado o RenovaBio. Em dez anos, as metas evitariam a emissão de 552,7 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Base – O modelo do MME é pautado em várias premissas de econômicas. Uma delas é de que o consumo de ciclo Otto crescerá 24,3% até 2028. Também foi considerado que a frota brasileira aumentará em média 2% ao ano, entre outras.

Impacto – Se esse modelo se confirmar, haverá um impacto no perfil da demanda por combustíveis. O MME avalia que haverá um aumento da participação dos biocombustíveis na matriz, o que significaria um aumento da demanda por etanol hidratado em 76% em dez anos, ou de 20,2 bilhões de litros, para 35,7 bilhões de litros em 2028. (Valor Econômico)

Sustentabilidade e Meio-ambiente

Recentemente tivemos em João Pessoa importante evento sobre o setor sucroalcooleiro, a fauna e a floresta.  Em tempos de destruição florestal, extinção de animais, efeito estufa e altos índices de poluentes não só nas águas mas também no ar, entre outros desequilíbrios ambientais, é imprescindível manter um diálogo com a sociedade como um todo sobre preservação e sustentabilidade.

Diálogos de sustentabilidade no setor sucroalcooleiro estabelecem sinergias entre o setor produtivo de biocombustíveis, os setores ambientais da academia e terceiro setor dentro do quadro do Renovabio. A Mata Atlântica paraibana apesar de ter apenas 8,5% de sua área ainda com florestas, tem um imenso valor biológico. Ali foram descobertas novas espécies, também sendo o local onde vivem outras que só existem nas nossas matas. De acordo com o Doutor em Biodiversidade, professor Pedro Cardoso Estrela “O setor sucroalcooleiro é indispensável para a preservação destas matas e animais pois é detentor dos maiores e mais importantes remanescentes, a ‘arca de noé’ da mata paraibana”. O setor tem contribuído significativamente nesta preservação e gerado muita informação científica em parceria com as universidades, além de formar um grande contingente de recursos humanos qualificados.

Ainda de acordo com Estrela, “é importante alavancar uma agenda de pesquisa quantitativa que permita uma integração maior das ações de manejo da floresta e da fauna para a manutenção de serviços ecossistêmicos, principalmente com consequências hídricas. Tal agenda deve permitir gerar conhecimento para criar tecnologias de manejo da paisagem aliando aumento de produtividade e incremento de biodiversidade. Os resultados de anos de trabalho, e do encontro no evento, apontam para um cenário totalmente inédito onde o setor sucroalcooleiro perde o estigma de devastador e ganha o devido reconhecimento de parceiro chave da proteção da biodiversidade”.