Nasce a Rota da Paz: turismo rural e ecológico.

Em tempos de desrespeito à natureza, e de suas cada vez mais gritantes consequências como poluição do ar, sonora ou da água, além da extinção de várias espécies da nossa fauna e flora, e do efeito estufa; todas prejudicando direta ou indiretamente ao Homem, o setor sucroalcooleiro da Paraíba sai na frente no que se refere à produção e sustentabilidade, ou respeito à natureza.

Um exemplo recente disto é a criação, pelo presidente executivo do Sindalcool, dr. Edmundo Barbosa, da Rota da Paz, na Paraíba. A Rota também remete ao conceito de ecoturismo, pois é um roteiro de visitação a áreas de preservação permanente onde há a flora nativa e animais silvestres que se pensava estarem extintos, a exemplo de alguns pássaros e do Macaco Guariba.

Durante todo o trajeto estarão instaladas estações de divulgação e memória dos grandes pacifistas da humanidade. Portanto é um roteiro também cultural, e de turismo rural por áreas de matas nativas e de produção de cana, etanol e cachaça do litoral norte ao sul do Estado. Os visitantes também farão paradas em locais muito atrativos, de rara beleza natural.

Durante todo o dia os visitantes serão acompanhados por guias de turismo treinados por empresas especializadas. A primeira visita ao percurso acontecerá em maio/2018, oferecida a jornalistas locais. Para a execução do projeto Rota da Paz, o Sindalcool firmou parceria com Asplan, Senar e Sebrae.

Valor Econômico: Brasil defendeu etanol na União Europeia

O Brasil e outros países produtores de etanol defenderam a importância do produto numa conferência sobre o papel de biocombustíveis na descarbonização do transporte na Europa, este mês de abril, em Bruxelas. Organizada pela Comissão Europeia e outra instituições internacionais, a conferência ocorreu num momento crucial, antecedendo a fase final de negociações entre os europeus sobre a nova diretiva que vai regular o mercado de energia renovável na Europa de 2020 a 2030.
A primeira diretiva, de 2009, procurou promover os biocombustíveis para descarbonização no setor de transportes. Mas a União Europeia começou a mudar essa posição em 2016 com uma nova proposta de diretiva para limitar a parte de biocombustíveis convencionais nos transportes a um máximo de 7% em 2021 para 3,8% em 2030. Ao mesmo tempo, defende a obrigação de aumentar a 6,8% em 2030 a parte de outros carburantes com fracas emissões, como eletricidade renovável e biocombustíveis avançados nos transportes.
O debate tem sido grande na Europa sobre a possibilidade de limitação do uso dos chamados “biocombustíveis convencionais”, ou de primeira geração, como o do Brasil. Além das críticas envolvendo o debate “alimentos contra combustível”, as preocupações têm sido sobre emissões de gases de efeito estufa decorrentes de mudanças indiretas no uso da terra (ILUC, em inglês).
Mas o Brasil, que lançou recentemente a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), e outros produtores contestam os cálculos feitos sobre o ILUC. E querem promover os biocombustíveis tomando como base não a matéria-prima com a qual são produzidos, e sim sua pegada de carbono.
A avaliação entre observadores é de que a Europa começou a ficar na contramão do que tem sido feito no mundo, ao querer limitar o biocombustível de primeira geração, sem considerar sua importância na redução de emissões.
Um relatório da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena), que tem mais de 150 países-membros, defende que todas as formas de renováveis em transportes serão necessárias para que a UE alcance seus objetivos de descarbonização no longo prazo. Dentro da UE, a área de clima quer estar na vanguarda do combate à mudança climática, enquanto a de energia foca principalmente nos transportes e aposta na expansão futura de veículos elétricos. Ocorre que a UE tem mais
de 256 milhões de carros, com troca anual de 14 milhões na média por novos carros. A expectativa de Bruxelas é de que 30% dos novos carros serão elétricos em 2030.
Apesar do discurso ambiental da UE, o que pesa no fim do jogo é o comércio. Basta ver que a tarifa de importação de etanol brasileiro é de € 0,19 por litro, comparado a zero para o petróleo cru e 4,7% para o refinado. Além disso, a transição energética na Europa está relacionada à oportunidade de desenvolvimento industrial e tecnológico. E os europeus querem investir mais onde podem ter maior impacto para suas indústrias. Para analistas, os debates na Europa estão muito ideologizados, com preconceito com relação ao uso de biocombustíveis, e desconsideram experiências positivas em lugares como o Brasil, Canadá e o Estado da Califórnia.
Por isso, o evento reuniu participantes de terceiros países para comentar essas experiências e, eventualmente, influenciar na negociação entre a Comissão Europeia, o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu na definição da nova diretiva. E isso tendo como base conciliar preocupações com sustentabilidade dos combustíveis com a necessidade de soluções para descarbonização dos transportes no curto prazo.

Por Assis Moreira

 

Resultados do evento “Setor Sucroalcooleiro: Fauna e Floresta”

Podemos dizer que o evento foi dividido em três momentos: apresentação de palestras e debates; reconhecimentos prestados pelo Sindalcool a cinco produtores rurais por seu trabalho em relação ao Meio Ambiente, Qualidade da Cana de Açúcar e Uso de Tecnologias de Produção; e uma reunião restrita (da qual também participou o dr. Edmundo Barbosa, presidente administrativo do Sindalcool) apenas para plano de manejo das RPPNs (Revervas Particulares de Patrimônio Natural), áreas de terras escrituradas para serem definitivamente áreas de preservação permanente, da Gargau e Pacatuba.

O sr. Marcelo Morandi, da EMBRAPA, esteve presente no evento, e concluiu que a “a busca por sustentabilidade, por sua natureza multi-facetada, estimula e encoraja o diálogo entre entre diferentes visões e interesses. O evento promoveu isso de forma muito clara. Uniu o setor público, organizações ambientalistas e produtores do setor sucroalcooleiro em um debate com resultado muito produtivo, aliando a produção economicamente viável, com responsabilidade social e proteção ambiental. O RenovaBio tem esse mesmo objetivo: promover o aumento de eficiência na produção de biocombustíveis e a  redução das emissões de gases de efeito estufa, de modo sustentável, trazendo benefício para toda a sociedade brasileira”.

Reconhecimentos:

Banners recebidos como lembrança para as empresas com mamíferos que habitam as áreas de cana e reservas florestais.

 

EVENTO! Setor Sucroalcooleiro: Fauna e Floresta

Vamos falar sobre sustentabilidade e biocombustíveis? Vagas limitadas!

Com muita informação e justas homenagens, A Universidade Federal da Paraíba e Japungu Agroindustrial realizarão o evento “Diálogos de Sustentabilidade no Setor Sucroalcooleiro: Fauna e Floresta”, no auditório da Asplan – João Pessoa, dias 19 e 20 de abril/18.

Aguardado com grande expectativa pelo setor, o evento será aberto com palestra proferida pelo Dr. Edmundo Barbosa – Presidente Executivo do Sindalcool, com o tema “RenovaBio: política de biocombustíveis na redução de emissão de carbono”. Dr. Edmundo Barbosa afirma: “Com a Política Nacional de Biocombustíveis – RenovaBio, serão alcançados objetivos no meio ambiente e na indução de maior produtividade e volume no abastecimento com etanol, no biodiesel para reduzir a poluição do diesel, no bioquerosene de aviação e no biometano com aproveitamento dos gases dos aterros sanitários, biodigestores e estações de tratamento de esgotos. A elevação de produção desses biocombustíveis irá beneficiar o meio ambiente e gerar muito mais empregos. Os produtores de biocombustíveis estão se organizando para cumprir as metas nacionais de redução de emissão de poluentes nos transportes até 2030. O evento irá celebrar este momento e esclarecer que o RenovaBio abre a perspectiva do estabelecimento de condições que induzam ganhos crescentes de eficiência, e reduções de custo e de preço dos biocombustíveis aos consumidores. Um plano sem subsídios ou redução de impostos, que se aplica ao etanol, biodiesel, biogás e biometano, e bioquerosene”.

Antônio Carlos de Lacerda, Engenheiro Ambiental da Japungu Agroindustrial, explica que é uma oportunidade de se trabalhar em três áreas: o setor sucroalcooleiro, a academia e a sociedade, então pode-se planejar uma agenda de trabalho na área ambiental com esses setores. Ele espera que grande parte do setor sucroalcooleiro participe do seminário: “Lá poderão conhecer melhor o que têm de recursos naturais em suas propriedades. Quando entenderem que há uma relação muito estreita entre floresta, água, solo, biodiversidade e que isso leva a uma produção maior, porque todo o sistema de própria natureza já fornece esse serviço, poderão vislumbrar um maior ganho econômico futuro”. Já em relação à parceria com a Universidade, espera-se que seja aberto um campo enorme para que ela possa fazer suas graduações e pós graduações nas áreas de biotecnologia ou de ciências, por exemplo. Assim, com a academia gerando mais conhecimento, a sociedade vai ganhar também, porque terá mais informações disponíveis e mais profissionais qualificados. Então ganham as três áreas e consequentemente o meio ambiente, gerando sustentabilidade.

Sobre a ocasião, Mayara Dantas Guimarães Beltrão – Bióloga e Mestre em Ecologia e Conservação pela Universidade Estadual da Paraíba e Doutoranda em Ciências Biológicas com ênfase em Zoologia pela Universidade Federal da Paraíba, comenta: “Nossa expectativa é que se abra o diálogo e se aproximem usineiros e produtores independentes, gestores de órgãos ambientais e pesquisadores que atuem nessas áreas para fomentar a gestão racional, a manutenção dos remanescentes florestais da região e assim dar um passo na criação de uma agenda de interesses comuns entre os setores, bem como um manejo integrado da biodiversidade, uma vez que esta não reconhece fronteiras políticas”.

Em paralelo, também na Asplan, no dia 20 de abril a partir das 11 horas, o Sindalcool prestará homenagem a cinco produtores rurais por seu trabalho em relação ao Meio Ambiente, Qualidade da Cana de Açúcar e Uso de Tecnologias de Produção. E à diretoria de uma grande empresa, recordista em faturamento pelo Valor Econômico, nascida na Paraíba e com atuação nacional. 

Você pode participar do evento inscrevendo-se através do link abaixo:

https://www.sympla.com.br/dialogos-de-sustentabilidade-no-setor-sucroalcooleiro-fauna-e-floresta__261586

 

Biocombustíveis: estamos em uma era de transição

Uma Visão Integrada do Planejamento Energético de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis em uma Era de Transição: Onde Estaremos em 10 Anos? Este é o tema a ser abordado pelo Dr. José Mauro Ferreira Coelho, diretor da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em evento promovido pela Britcham Brasil que acontecerá no próximo dia 10/04 no Rio de Janeiro.

As inscrições já estão abertas e você pode fazer sua reserva ou inscrição através da URL abaixo, que deve ser copiada em seu navegador:

http://britcham.com.br/default.asp?pag=eventos&id=848

 

 

Debates durante o evento “Planejamento Energético da Matriz Veicular do Brasil até 2030” fizeram autoridades e empresários olharem o futuro com grandes expectativas

Fechamento do dia: palestra da EPE trouxe dados animadores.

Um dia intenso. O evento “Planejamento energético da matriz veicular do Brasil até 2030”, promovido pela FIEPE, aconteceu nesta segunda-feira em Recife reunindo autoridades e muitos empresários e gerentes industriais e agrícolas, tendo muita repercussão na mídia.

Na ocasião foram discutidos vários pontos como o RenovaBio, previsões de abastecimento por etanol, aproveitamento do hidrogênio contido no etanol e até as desvantagens do carro elétrico.

A Paraíba esteve bem representada pelo Dr. Edmundo Barbosa, presidente administrativo do Sindalcool, que compôs a mesa de debate sobre “Projeções de Oferta e Demanda do Etanol, Gasolina, Biodiesel e Diesel”, juntamente com o Dr. José Mauro Coelho, da Empresa de Pesquisa Energética; e Dr. Roberto Holanda Filho, Presidente da Biosul – MG.

A respeito do evento, Dr. Edmundo Barbosa concluiu: “Foi muito proveitoso, pelo reconhecimento de todos ao Ministro Fernando Coelho Filho e ao Dr. Plínio Nastari, além da clareza com que Marília Folegatti e Miguel Ivan explicaram que o RenovaBio é um programa para quem quer fazer o que é certo. As discussões foram úteis para colocar foco no senso de urgência e na celeridade para os produtores que ainda não tem o CAR – Cadastro Ambiental Rural. Na palestra final da EPE o planejamento energético dos veículos leves foi apresentado com ganhos de eficiência de 1,1% ao ano, o que é muito animador, porque como já confirmado pela ANFAVEA, o consumidor terá maior economia tanto nos veículos Flex como nos híbridos Flex, cujas vendas têm crescimento estimado em 4,3%. Foram mostradas previsões de abastecimento por etanol e o volume de Importações evitadas melhorando a balança comercial, além de investimentos em toda a área de energia de 1,3 trilhão de reais com dezenas de empreendimentos decorrentes no setor elétrico, com o RenovaBio e o programa Combustível Brasil. A eletrificação da frota de veículos leves virá lentamente, as células combustível com aproveitamento do hidrogênio contido no etanol continuarão sendo uma meta. Os problemas ambientais gerados pela origem do lítio usado nas baterias e seu elevado custo, além do descarte desse tipo de lixo também foram debatidos”.

“O PLANEJAMENTO ENERGÉTICO DA MATRIZ VEICULAR DO BRASIL ATÉ 2030”: Evento será em Recife

A Paraíba estará representada pelo Presidente Executivo do Sindalcool, dr. Edmundo Barbosa, que aqui comenta a importância da ocasião.

Segunda-feira, 26/03, Recife sediará um importante evento sobre o planejamento energético da matriz veicular do Brasil, realizado pelo Sindaçúcar e parceiros como FIEPE, Sindalcool e Sonal.

A solenidade de abertura contará com as presenças do Presidente da FIEPE, Ricardo Essinger; o Presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha; o Governador de Pernambuco, Paulo Henrique Saraiva Câmara; e o Ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho; entre outras autoridades.

Durante todo o dia serão abordados temas como:

  • Potencial de Negócios em Exploração de Petróleo e Gás nos Estados do Nordeste do Brasil
  • RenovaBio – Indutor de Modernização e Competitividade
  • RenovaBio, Gás para Crescer e Combustível Brasil
  • Avaliação da RenovaCalc no âmbito do RenovaBio
  • Regulação da Certificação no RenovaBio
  • Projeções de Oferta e Demanda do Etanol, Gasolina, Biodiesel e Diesel,

sendo este último apresentado pelo Dr. José Mauro Coelho, da Empresa de Pesquisa Energética; e debatido pelos senhores Edmundo Barbosa, Presidente Executivo do Sindalcool – PB, e Roberto Holanda Filho, Presidente da Biosul – MG.

O Presidente Executivo do Sindalcool PB, Edmundo Barbosa, comentou a importância do evento: “O tema do evento, planejamento energético, remete ao RenovaBio. Todos os produtores necessitam de previsibilidade, conhecer e discutir o abastecimento de biocombustíveis e de combustíveis fósseis. Esse é o propósito do encontro desta segunda 26 de março na FIEPE, que oferece oportunidade para conhecer e ouvir os membros do Ministério das Minas e Energia, da Embrapa Meio Ambiente, da ANP e o Dr Plínio Nastari, brilhante representante da sociedade civil no Conselho Nacional de Política Energética. Sem energia não há desenvolvimento. O RenovaBio já contabiliza 1,3 trilhão de reais em investimentos no Brasil até 2030. Estamos trabalhando pela formação do mercado de carbono através do CBIO, além do reconhecimento do Etanol e dos demais biocombustíveis.”

TEMER ANUNCIA DECRETO DE REGULAMENTAÇÃO DO RENOVABIO

O presidente da República, Michel Temer, acompanhado de ministros, anunciou nesta quarta-feira (14), em Ribeirão Preto (SP), o decreto de regulamentação do RenovaBio. Temer fez o anúncio durante o evento de Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol 2018/19, organizado pelo Santander e a DATAGRO Consultoria.

A regulamentação do RenovaBio vem na esteira da aprovação da lei 13.576 na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, no final de 2017, e sua sanção pelo presidente Temer no último dia 26 de dezembro do ano passado.

O RenovaBio é um programa que tem como objetivo estabelecer uma meta de longo prazo para a produção de biocombustíveis, incluindo etanol, biodiesel, biogás, biometano e bioquerosene, definindo pela primeira vez, em 43 anos de história de desenvolvimento do etanol no Brasil, esta referência.

Simultaneamente, o RenovaBio vai induzir ganhos de eficiência na produção e no uso de biocombustíveis, bem como reconhecer a capacidade de cada biocombustível contribuir para o atingimento da meta de descarbonização.

Esta meta de descarbonização será definida na forma do regulamento estabelecido no decreto que o presidente Temer anunciou nesta quarta (14). Representantes de toda a cadeia de produção e comercialização dos biocombustíveis presentes ao evento saudaram e reconheceram o grande avanço promovido na gestão do governo Temer nesta questão.

“O RenovaBio é, diria eu, apenas mais um novo capítulo de uma ampla agenda de modernização. Mas, entre todas as agendas, a responsabilidade fiscal, a responsabilidade social, eu diria que, pelo entusiasmo que vejo (…), penso que o RenovaBio, de todos os atos, será um dos mais importantes que este governo praticou”, disse Temer.