Abertura da safra 2018/2019 tem preservação da vida e biocombustíveis como tema

A preservação da vida pede, com urgência, um ar mais puro, com o uso de biocombustíveis. O etanol emite muito menos poluentes e é o caminho certo a se trilhar em um futuro que, para quem quer preservar a vida, já se faz presente.

No próximo dia 16 de agosto, quinta-feira, a partir da 8h30, no auditório da Asplan, em João Pessoa, um importante evento marcará a abertura da safra de cana-de-açúcar 2018/2019 na Paraíba. Com a presença do deputado federal Evandro Gussi, entre outros nomes importantes para o setor sucroenergético, serão debatidos assuntos como os biocombustíveis, Renovabio, Biogás e Bioquerosene. Promovido pelo Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool (Sindalcool), com apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o encontro apresentará na abertura solene o deputado federal Evandro Gussi, cuja atuação se destacada com matérias do setor.

Depois da abertura solene com o deputado federal Evandro Gussi às 8h:30, o evento seguirá com Antônio de Pádua, da Unica, Gilvan Celso, da Miriri e Guilherme Nastari, da Datagro, abordando o tema “Desafios dos produtores de Etanol e a descarbonização com o Renovabio”. Em seguida a palestra será sobre “Cenários de oferta de Etanol e demanda do ciclo Otto 2018/2030”, com o representante da ANP e Rachel Henriques, da EPE. Ainda pela manhã haverá a palestra “Potencial do Biogás com o Renovabio”, proferida pelo presidente da ABIOGAS, Alessandro Von Arco Gardmann.

Durante a tarde serão abordados os seguintes temas em palestras: “Desafios nas novas tecnologias na gestão agrícola”, com Dr. Marcello Benigno , do IFPB, e “Bioquerosene de cana – Descarbonização dos transportes aéreos”, com Onofre Andrade, da Boeing e Dra. Amanda Duarte, da Rede Nacional de Bioquerosene.

O evento será encerrado com um debate e as vagas são limitadas. Para participar pode acessar o link https://www.sympla.com.br/abertura-de-safra-na-paraiba-2018-2019__324048

Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, sediar um evento com temas tão significativos e importantes é uma honra para a Associação. Ele acredita que os biocombustíveis ainda não são bem aproveitados, mas que esta realidade irá mudar quando as pessoas se conscientizarem de que é preciso preservar o planeta e a vida de todos, emitindo menos poluentes.

Para Edmundo Barbosa, presidente executivo do Sindalcool: “A Abertura da Safra é sempre motivo de gratidão pela produção, pelo trabalho de todos. Sempre que existe cooperação todos ganham mais”. É o quanto todos podem se beneficiar com esta produção que o evento de quinta-feira vai deixar ainda mais claro.

Tudo sobre Energia para crianças!

A Empresa de Pesquisa Energética investe de forma direta no futuro. O site da EPE tem uma página chamada ABCDEnergia voltada especificamente para o público infantil, que navega por dicas e curiosidades sobre Energia, guiado pelo personagem Watt.

Ao alcance de um clique a criança acessa conceitos que a ajudam a entender como transformamos a energia dos recursos naturais, e há pequenos textos com informações extras sobre cada assunto.

Perguntas sobre o que está por trás de um interruptor ou o que faz um carro se deslocar, são colocadas de forma a instigar a curiosidade dos pequenos, que acessam as respostas de forma fácil e didática.

Vale a pena conferir no link abaixo:

http://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia

Economia com uso da energia solar: PB desperdiça oportunidade.

Com energia solar, economia anual do governo chegaria a R$ 200 milhões. De acordo com matéria publicada em 22 de julho de 2018 no Correio Braziliense, a energia solar é uma alternativa para redução dos gastos públicos.

“Se todos os prédios públicos tivessem miniusinas com painéis fotovoltaicos, como o MME e a Aneel, a economia anual chegaria a R$ 200 milhões. Em 2017, gasto da administração federal com eletricidade foi de R$ 2,083 bilhões

Com potencial de gerar 170 vezes mais eletricidade do que a atual matriz brasileira, a energia solar ainda é subaproveitada no país, contribuindo com menos de 1%. Iniciativas pontuais, no entanto, revelam que investir em geração fotovoltaica é cada vez mais necessário e providencial para o Brasil que, além de ser um país tropical, com muita irradiação solar, precisa conter os gastos. Se o governo federal replicar em todos os prédios públicos a instalação que cobre apenas o Ministério das Minas e Energia (MME) e, bem recentemente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), poderia economizar, pelo menos, R$ 200 milhões por ano em energia.

O gasto com eletricidade da administração federal no ano passado foi de R$ 2,083 bilhões. Em 2016, foi de R$ 2,156 bilhões. O recuo de 3,5% de um ano para outro já foi reflexo de algumas medidas de eficiência energética adotadas pelo Executivo, entre elas a instalação de um miniusina fotovoltaica na cobertura do MME. O sistema foi realizado no modelo de acordo de cooperação técnica entre a pasta e Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), sem ônus para o poder público, mas com custos de cerca de R$ 500 mil. A potência de geração da miniusina é de 69 quilowatts (kW) ou 60 quilowatts pico (kWp), que equivale ao consumo de 23 residências de uma família média brasileira, com três a quatro pessoas consumindo 300 kWh por mês.”

Paralelo a isso, no contexto estadual, na Paraíba, a conta de energia elétrica da UFPB tem o mais alto valor em reais. A partir dessa informação e dos dados sobre a redução de custos com o uso da energia solar, percebe-se que a utilização dessa fonte energética deveria ser cogitada, não só pela diminuição de gastos, mas também por ser uma fonte limpa e renovável.

Vale ressaltar também que no início do mês de agosto a Paraíba sediará o Solar Summit 2018. O 1° evento da Abertura da Safra tratará da complementariedade entre a fonte solar e a fonte biomassa. Na oportunidade, serão reunidas as principais autoridades dessa área no âmbito do governo. Edmundo Barbosa, presidente do Sindalcool, destaca que “o evento será uma excelente oportunidade para atrair empreendedores que quiserem se situar melhor diante das perspectivas da energia solar, lembrando que a PB é o Estado que tem a mais intensa irradiação solar no País”.

Setor Sucroenergético: bom para o planeta, bom para o Brasil, bom para você!

A SIAMIG lança hoje a nova Campanha: Setor Sucroenergético, bom para o planeta, bom para o Brasil, bom para você, até 15 de agosto. O vídeo utiliza uma linguagem moderna para aproximar o consumidor do setor, e conta para isso também com a imagem do presidente Mário Campos, que conversa com o público. Enfatizamos ainda a sustentabilidade da produção sucroenergética e o valor ambiental do etanol na redução das emissões de gases do efeito estufa e sua presença em vários produtos do dia-a-dia da população. Acompanhem, curtam e compartilhem todas as peças até o dia 15/8 e ajudem a SIAMIG a ampliar o conhecimento e a imagem positiva do setor!

GLOBAL AGRIBUSINESS FORUM 2018

O GLOBAL AGRIBUSINESS FORUM 2018 – GAF 2018 / DATAGRO aconteceu nos dias 23 e 24 de julho em São Paulo e o presidente do Sindalcool, Edmundo Barbosa, esteve presente ao evento como delegado convidado.

Foi um momento de diálogo entre produtores, ministros e embaixadores de 56 países. Ao final dos dois dias Edmundo ponderou: “Haverá paz somente onde as pessoas tenham alimentos desde a infância. A missão do agronegócio do Brasil é alimentar o mundo, é promover a paz”.

Evento de Abertura da Safra de Cana de Açúcar 2018/2019 NE em João Pessoa

No dia 16 de agosto acontecerá, no Auditório da ASPLAN/PB, o evento de Abertura da Safra de Cana de Açúcar na Paraíba, que contará com a participação de grandes nomes do setor sucroenergético, a exemplo do Deputado Federal Evandro Gussi e Dra. Rachel Martins Henriques da Área de Biocombustíveis da Empresa de Pesquisas Energéticas. O evento será gratuito e as incrições podem ser realizadas através do link: https://www.sympla.com.br/abertura-de-safra-na-paraiba-2018-2019__324048

O presidente executivo do SINDALCOOL, Edmundo Barbosa, comentou que: “Nós receberemos os colegas produtores rurais, fornecedores de cana e os empresários nesse evento de abertura de safra. O mais importante é todos estarem bem sintonizados. Sabemos quantas incertezas existem. Mitigar riscos é a tarefa principal para melhorar a governança. Fazer reflexões em conjunto nos enriquece. A consciência de todos aponta hoje a descarbonização nos transportes como urgente, o que é muito bom para os produtores de biocombustíveis” Além disso, destacou também que no evento anterior ainda não existia o Programa Renovabio, e ressaltou a importância dessa legislação para o setor.”Hoje estamos além da cana, estamos unidos a todos que produzem biocombustíveis” completou.

O evento contará com uma programação bastante rica e diversificada que ocorrerá nos turnos da manhã e tarde, iniciando com a abertura feita pelo Deputado Evandro Gussi e culminando com a palestra sobre Bioquerosene de cana – Descarbonização dos Transportes Aéreos, ministrada pela cientista Dra. Amanda Duarte – Rede Nacional do Bioquerosene e pelo Sr. Onofre Andrade – da Boeing, a maior empresa da indústria aeroespacial . A programação completa pode ser conferida a seguir:

7:30 h Credenciamento

8:30 h Abertura Solene – Deputado Federal Evandro Gussi

9:00 h – Desafios dos Produtores de Etanol e a descarbonização com o RenovaBio
Antônio de Pádua Rodrigues – UNICA
Pietro Mendes – ANP
Gilvan Celso Cavalcanti de Morais Sobrinho – Miriri Alimentos e Bioenergia
Guilherme Nastari – Datagro

10:00 h – Cenários de Oferta de Etanol e Demanda do Ciclo Otto 2018 2030
Dra. Rachel Martins Henriques – Área de Biocombustíveis da Empresa de Pesquisas Energéticas

10:50 h – Coffee Break 10 min

11:00 h – Potencial do Biogás com o RenovaBio
Alessandro von Arco Gardemann – Presidente ABIOGAS Associação Brasileira de Biogás e Biometano

12:30 h – 14:00 h Almoço

14:00 h – Desafios do Produtores de Açúcar
Cid Jorge Caldas – Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento

15:00 h – Bioquerosene de cana – Descarbonização dos Transportes Aéreos
Dra Amanda Duarte – Rede Nacional do Bioquerosene
Sr. Onofre Andrade- Boeing

16:00 h – Agenda – Conclusões

Integração na Abertura de Safra 2018/2019 da Japungu Agroindustrial

Cia Paraíba de Dramas e Comédias – Que o teu alimento não seja o teu tormento.

Quatro artistas e está feito o espetáculo! Mas o que isso tem a ver com o setor agroindustrial? Na Destilaria Japungu, absolutamente tudo! Há 15 anos, a cada abertura de Safra, os cerca de dois mil trabalhadores rurais apreciam um espetáculo teatral com a família na chamada “Integração dos Trabalhadores Rurais”. O objetivo é integrá-los à empresa antes de começar a safra. A mentora do projeto, Anunciação Lins, trabalhou na usina por 30 anos e ainda hoje, mesmo já aposentada, faz questão de também comparecer ao evento. Ela explica como surgiu a ideia: “Já fazíamos a integração há muitos anos, mas só com palestras, e estava ficando saturado, então numa reunião com a diretoria me pediram algo mais dinâmico e eu propus o teatro, que é bem lúdico.” Deu certo! Nos últimos 15 anos, a Companhia Paraíba de Dramas e Comédias, hoje com os atores Joelton Barros, Mariana Petite e Ayme Vasconcelos, além do diretor-autor e também ator, Erivan Lima, se apresenta na Japungu.

Praticidade e benefícios da horta vertical.

A cada ano é abordado um tema diferente e já subiram ao palco temáticas como: Segurança do Trabalho, Uso de Álcool e outras Drogas, Violência contra a Mulher e até A importância do Uso do Protetor Solar, entre outras. Em 2018 o tema escolhido foi “Alimentação Saudável” e o dia começou com apresentação preparada pela nutricionista Alyne Monteiro, distribuição de sementes de coentro e explicação sobre a horta vertical, culminando com o espetáculo “Que o teu alimento não seja o teu tormento”.

Nutricionista Alyne Monteiro exemplificando e explicando o que é uma alimentação mais saudável.

Alyne explica o motivo de se tratar deste assunto: “A saúde dos trabalhadores foi avaliada e muitos deles estavam com hipertensão e glicemia alta, então viemos trazer sugestões para que eles façam pequenas mudanças no dia a dia, sem muitas restrições, mas visando principalmente a prevenção de algumas doenças crônicas.”

Receitas simples e úteis.

Pronto! Aí estava o mote escolhido em reunião pela diretoria, e para escrever a peça Erivan buscou inspiração nas diversas visitas que fez a trabalhadores e suas famílias no horário de almoço: “Tinha trabalhador que levava para a lida o alimento solto numa sacola, preparado na noite anterior e tudo misturado. Fui visitá-los com a nutricionista, ela tirou fotos, deu orientações, montou a apresentação dela e preparou o livreto com dicas e receitas que entregamos hoje a eles.” Da mesma forma, ele retirou dessa realidade as ideias para o texto do espetáculo tão esperado por cortadores de cana, suas esposas e filhos. D. Neuza Ferreira, esposa de S. Marcos José, trabalhador da Usina há 33 anos, fala com entusiasmo: “Esse é um momento muito importante, porque a família deixa o seu fazer em casa e tem um dia de lazer, a gente espera o ano todo”. O esposo, líder dos trabalhadores de Alagoa Grande, completa: “Isso incentiva os trabalhadores e as mulheres, que ficam conhecendo tudo do trabalho do marido.”

Além do livreto com receitas, entrega de brindes: sementes, e sacola para compras.

Josebias França, técnico agrícola e coordenador de mão de obra rural, lembra que a integração acontece durante os dois turnos: de manhã, apresentação da nutricionista e teatro com a família, e à tarde, informações, só para os trabalhadores, sobre EPI’s (equipamentos de proteção individual) e segurança do trabalho. Ele comemora o relacionamento aberto que se estabeleceu dentro da empresa onde, se precisar, o trabalhador rural pode falar diretamente com o patrão e o gerente: “No fim do período de safra todos eles são ouvidos, nós os avaliamos e eles nos avaliam, usamos isso para melhorar. Hoje além dos EPI’s, nós fornecemos ferramentas, transporte, água e uma área de vivência no campo”.

Toda essa dedicação traz bons resultados. O engenheiro agrônomo Dante Guimarães, gerente de tratos culturais e plantio, explica: “Em primeiro lugar, tentamos resgatar a profissão do cortador de cana, porque sempre foi discriminada, em segundo lugar, buscamos humanizar este trabalhador, pois se ele está bem inclusive na família, vai estar bem no trabalho. Veja, antes de começarmos este trabalho, a nossa média de produtividade era de 4 toneladas por cortador/dia e o índice de frequência era abaixo de 80%. Com a implementação desse trabalho de educação, todas essas informações e investimentos, no ano passado nós chegamos a um índice de frequência de 98% e a produtividade perto de 8 toneladas por cortador/dia. Além disso tudo temos a satisfação de ver o resgate da autoestima deles, até no modo de se vestir. É muito gratificante!”

Durante uma semana, nos 2 turnos, um público de quase 2 mil pessoas.

A julgar pelos sorrisos entre os presentes, parece mesmo ser gratificante para ambos os lados. Que todos os dias desta safra 2018/2019 sejam tão produtivos quanto foi o dia de hoje na Usina Japungu!

FÓRUM SOLAR SUMMIT PARAÍBA 2018

João Pessoa sediará o Fórum Solar Summit Paraíba 2018, numa parceria entre o Sindalcool e o Centro de Energias Alternativas e Renováveis da UFPB. O evento, que acontece na abertura da safra, será no dia 03 de agosto, das 8h às 17h30min, no Auditório Multimídia do Centro de Tecnologia da UFPB, e ainda há vagas (gratuitas) para empresários e investidores (ver link abaixo).

https://www.sympla.com.br/forum-solar-summit-paraiba-2018__314577

O Fórum acontecerá em razão da responsabilidade social e empresarial do setor sucroenergético da Paraíba, em especial do Sindalcool, em relação à economia do Estado no que diz respeito à geração de emprego e renda para os próximos 20 anos.

Constam na programação: Mesas Redondas sobre “Desafios no Desenvolvimento Energético e na Regulação”, “Desafios de Mercado”, e “Desafios ao Financiamento”; apresentação de “Casos de Sucesso” e de Usinas Solares que já estão sendo instaladas na PB, e o Painel “Desmistificando a Energia Solar”, concluindo com a Agenda 2020 – 20130.

De acordo com Valmor Barreto, engenheiro de automação da Usina Monte Alegre, “o evento é muito importante para a Paraíba, que tem grande potencial solar. O Brasil tem um enorme potencial a ser explorado. O Fórum vai chamar a atenção da sociedade para o potencial de energias renováveis no Nordeste, em especial na Paraíba”.

Este 1° evento da Abertura da Safra trata sobre a complementariedade entre a fonte solar e a fonte biomassa. Edmundo Barbosa, presidente do Sindalcool, enfatiza que “serão reunidas as principais autoridades dessa área no âmbito do governo, e será uma excelente oportunidade para atrair empreendedores que queiram se situar melhor diante das perspectivas da energia solar, lembrando sempre que a PB é o Estado que tem a mais intensa radiação solar no País”.

PRECIFICAÇÃO DE CARBONO

A precificação do carbono é um dos principais mecanismos de um conjunto de políticas públicas e corporativas destinadas a manter o aumento na temperatura média da Terra na faixa de 1,5°C a 2°C acima dos níveis pré-industriais, objetivo central do Acordo de Paris. Com a precificação, pode-se acelerar a redução nas emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Na precificação, instrumentos de mercado ajudam países e empresas a cumprir metas de corte nas emissões de GEE. Os governos atribuem um custo às emissões por meio da regulamentação de instrumentos como o mercado de carbono e/ou a tributação das emissões. Como fica mais caro utilizar tecnologias intensivas em carbono, empresas são estimuladas a investir na economia limpa e de baixo carbono. Recentemente 45 governos nacionais e 25 subnacionais adotaram a precificação de carbono, representando 20% das emissões globais. Estes utilizam tributos sobre as emissões e/ou o sistema de comércio de emissões (mercado de carbono).

O aumento exorbitante na concentração de GEE na atmosfera desde o início da Revolução Industrial no século 18 está elevando rapidamente a temperatura do planeta. Por causa do aquecimento global, o mundo passou a conviver com chuvas mais intensas e secas severas, entre outros impactos adversos. O Brasil, por exemplo, poderá perder cerca de 11 milhões de hectares de terras agrícolas até 2030, de acordo com o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas.

A precificação internaliza nos preços de produtos e serviços o custo social do carbono, que reflete custos geralmente ocultos de impactos como a elevação no nível do mar e a perda de espécies. O setor de seguros tem monitorado o aumento nas perdas decorrentes de desastres naturais, que somaram US$ 3,8 trilhões de 1980 a 2012, segundo a resseguradora alemã Munich Re. Dessas perdas, 74% foram causadas por eventos climáticos extremos.

O economista britânico Nicholas Stern escreveu um artigo em 2015 no qual estima a necessidade de investimento anual de 2% do PIB global na transição rumo a uma economia de baixo carbono, condição indispensável para evitar que a temperatura média do planeta suba acima de 2°C até 2100 . É um percentual muito menor que o custo da inação, que implicaria perdas anuais entre 5% e 20% do PIB global, de acordo com o relatório que Stern publicou em 2006. O valor anual dos tributos sobre emissões e do mercado regulado de carbono aumentou 56%, passando de US$ 52 bilhões em 2017 para US$ 82 bilhões em 2018. O incremento foi motivado pela alta nos preços do carbono e o início de operação de novas iniciativas de precificação de carbono.

O tributo sobre as emissões de GEE equivale a um preço a ser pago por unidade de emissão – geralmente uma tonelada de CO2 equivalente (CO2e) . Sua finalidade é estimular as companhias a substituir tecnologias intensivas em carbono por processos de baixo carbono. O tributo pode ser criado como imposto, taxa ou contribuição sobre as emissões.

O pioneiro e maior mercado de emissões do mundo é o Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia (EU ETS, European Union Emissions Trading System). Também há mercados regulados na Suíça, Nova Zelândia, Coreia do Sul e em diversas jurisdições subnacionais, a exemplo do estado da Califórnia (EUA), das províncias de Québec e Ontário, no Canadá, de Tóquio, no Japão, e de várias cidades chinesas, como Pequim, Shenzen e Xangai. A China, inclusive, anunciou em dezembro de 2017 seu plano para operacionalizar por etapas seu sistema nacional de comércio de emissões, começando pelo setor energético.

Reguladores podem criar mercados em que os agentes interagem em negociações de compra e venda de direitos de emissão, também conhecidos como licenças ou permissões (allowances). O mercado de carbono é o único instrumento de 21 dos 45 governos nacionais que adotam tributação e comércio ou um dos dois mecanismos. O Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia (EU ETS) é o primeiro e o maior sistema de negociação de GEE do mundo, responsável por três quartos do comércio internacional de carbono. Em 2013, foi definido um teto (cap) para as emissões totais dos 31 países integrantes do EU ETS – 2,084 bilhões de tCO2e – que declina anualmente.

A Contribuição Nacional Determinada (NDC) do Brasil ao Acordo de Paris é uma dentre 88 NDCs que consideram utilizar mecanismos de mercado para acelerar a redução das emissões. Para avaliar opções para implementar uma precificação de carbono mandatória no Brasil, o governo participa desde 2011 do projeto PMR (Parceria para Preparação do Mercado) , iniciativa administrada pelo Banco Mundial que apoia a preparação de políticas de mercado de carbono em diversos países em desenvolvimento. Espera-se que o país estabeleça um mecanismo de precificação de carbono nos próximos cinco anos.

México, Colômbia e o Chile já cobram tributos de carbono de setores econômicos altamente emissores, como o energético. O Chile arrecadou o equivalente a US$ 193 milhões em imposto verde em 2017, cobrados de 94 estabelecimentos (fontes fixas) que possuem caldeiras ou turbinas com potência igual ou superior a 50 megawatts térmicos (MWt). As quatro geradoras de energia elétrica do Chile anunciaram no fim de janeiro de 2018 um acordo com o governo em que se comprometeram a não mais investir em usinas termoelétricas a carvão, exceto se a planta contar com sistema de captura e armazenamento de carbono.

Sistemas subnacionais de comércio de emissões de um país também podem se conectar diretamente a mercados subnacionais regulados de outros países. É o caso do mercado interligado de carbono entre o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, e os das províncias de Ontário e Québec, no Canadá, em operação desde o início de 2018.

O preço do carbono na maior parte das iniciativas de precificação oscilou em abril de 2018 abaixo de US$ 40 a tonelada de CO2 equivalente, valor de referência para 2020 utilizado pelo Banco Mundial. Ocorreu, porém, substancial incremento nos preços desde 2017, quando só 25% das emissões globais eram tributadas ou negociadas a partir de US$ 10 a tonelada. Em abril de 2018, 54% das emissões foram cotadas desde US$ 10.

Fonte: DISCLOSURE INSIGHT ACTION

EXECUTIVOS DA FCA ANTEVEEM FUTURO BRILHANTE PARA O ETANOL

Segundo executivo da companhia, Brasil é o único país do mundo que com o etanol tem uma verdadeira alternativa ao petróleo.

 Durante o processo de elaboração do RenovaBio, a indústria automotiva brasileira se posicionou desde o primeiro momento como setor apoiador de uma política que pudesse trazer para o setor de biocombustíveis maior previsibilidade e indução a investimentos em aumento de eficiência nas áreas de energia e meio ambiente. Este apoio ficou expresso em inúmeras demonstrações de apoio verbais e escritas de Antonio Megale, presidente da Anfavea, entidade que representa todo o setor automotivo.

Mas nenhuma empresa automobilística individualmente tem se destacado mais do que a FCA (Fiat Chrysler Automóveis), através de seus executivos de mais elevado calibre.

A FCA é um dos maiores gigantes globais e durante muitos anos líder de vendas no mercado brasileiro, posição que só perdeu recentemente para a General Motors, e representa um conjunto de marcas globais como a Fiat, Jeep, Dodge, Chrysler, Maserati, AlfaRomeo, RAM, e Lancia.

No dia 1 de junho, em evento de apresentação de resultados ao mercado denominado FCA Capital Markets Day 2018, Sergio Marchionne, o CEO Global da FCA, falando sobre a necessidade de redução de emissões, elogiou a posição destacada do Brasil com o etanol, e anunciou o fim do uso do motor a diesel em automóveis de passeio em todas as marcas da FCA até 2022. Segundo Marchionne o “Brasil é o único país do mundo que com o etanol tem uma verdadeira alternativa ao petróleo”.

No dia 25 de junho, Antonio Filosa, CEO da FCA América Latina, indicou que empresa pretende investir R$ 14 bilhões na Latam nos próximos 5 anos, sendo R$ 9 bi na Fiat e R$ 5 bi na Jeep, a maior parte no Brasil. A previsão está diretamente relacionada à intenção de investir em carros movidos a etanol, com a aprovação do Rota 2030. Segundo Filosa, “ninguém sabe tanto no mundo de etanol como se sabe no Brasil, ninguém tem etanol tão eficiente no mundo como se tem no Brasil”.

No dia 26 de junho, em entrevista ao Jornal do Carro, Filosa acrescentou que “… sou um grande fã do etanol. Poderemos fazer híbridos com motores a etanol e, no futuro, quando as células a combustível forem realidade, e isso vai acontecer, o etanol tem a molécula mais fácil de se extrair hidrogênio do mercado. O futuro do etanol será brilhante”.

O representante da sociedade civil do Conselho Nacional de Política Energética e presidente da Datagro, Plinio Nastari, tem insistido em suas mensagens que “o etanol é hidrogênio de alta densidade capturado, armazenado e distribuído de forma eficiente, econômica e segura”.

O apoio da indústria automobilística, e em particular da FCA através de sua maior liderança, é uma indicação adicional sobre a importância e a viabilidade dos biocombustíveis como alternativa viável e sustentável, considerando o critério de avaliação do ciclo de vida para opção tecnológica em mobilidade. Uma opção que poderá, inclusive, oferecer longevidade e sustentabilidade no uso de combustíveis tradicionais derivados de petróleo e gás natural.

Fonte: DATAGRO