Tecnologia e inovação na produção paraibana

Tecnologia. A Paraíba inova e sai na frente no setor sucroalcooleiro. O presidente executivo do Sindalcool PB, dr. Edmundo Barbosa, esteve esta semana em Brasília para acompanhar o “Seminário Bioquerosene e RenovaBio”, na sede do CNPq. Na oportunidade ele também visitou o laboratório de pesquisas da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e sobre esta visita teceu o seguinte comentário:

“A visita ao Centro de Pesquisas Tecnológicas da ANP foi muito importante porque lá estavam alguns diretores, entre eles Aurélio do Amaral e Carlos Orlando, e na nossa estratégia de relacionamento contínuo com a ANP a visita foi importante para conhecer o único laboratório independente de validação de biocombustíveis no país. O laboratório passará também a fazer as análises de validação do bioquerosene”.

Barbosa também afirma que para a Paraíba esta visita foi especialmente importante por dois motivos, e explica: “Foi feita a instalação de um analisador do processo de destilação, uma iniciativa pioneira de inovação tecnológica que traz qualidade e está implantado numa de nossas empresas associadas, a Japungu Agroindustrial. O equipamento está em testes e entrará em funcionamento na próxima safra, então nós fomos convidar a ANP para conhecer, validar e acompanhar esse grande avanço tecnológico, que permitirá uma automação com mais produção e melhor eficiência energética durante o processo”.

E conclui: “Além disso, a ANP hoje pode prestar serviços, e foi desenvolvido na Paraíba um aditivo para o etanol cujo benefício será elevar o cetano e aumentar a competitividade com a gasolina C, oferecendo ao consumidor maior economia. Esse produto será testado pela superintendência de qualidade da ANP”.

Entenda o RenovaBio e participe da Consulta Pública

Entendendo o RenovaBio:

O RenovaBio, lançado pelo Ministério de Minas e Energia em dezembro de 2016, é um programa do Governo Federal que se sustenta em objetivos como: aumentar a produção de biocombustíveis, criar meios para que o Brasil cumpra os compromissos firmados no Acordo de Paris, aprovado por 195 países e assinado em abril de 2016, visando reduzir as emissões de gases do efeito estufa no contexto do desenvolvimento sustentável e, assim, melhorar a organização e conferir previsibilidade. Tais objetivos podem ser obtidos através do estabelecimento de regras estáveis e metas claras para o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, promovendo maior eficiência, menores custos, e maior controle contra fraudes no comércio de combustíveis.

Consulta Pública:

O primeiro passo para implantação do RenovaBio é o processo de Consulta Pública, que teve início no dia 04/05/2018 e se estenderá até 20/05/2018. O objetivo é abrir um diálogo com a sociedade e definir as diretrizes estratégicas para os biocombustíveis. São aceitas críticas e sugestões para serem devidamente estudadas. Todos os comentários submetidos durante a Consulta estão disponibilizados de forma transparente, avaliados e consolidados pelo núcleo operacional do RenovaBio.

Como participar?

Os arquivos do modelo já estão disponíveis no site da Consulta Pública (http://www.mme.gov.br/web/guest/consultas-publicas), sendo esta a Consulta nº 46, do dia 04/05. Aos interessados, a reunião ampliada para discussão ocorrerá no dia 17/05, das 14h30 às 18h, no Auditório Térreo do Ministério de Minas e Energia, Esplanada dos Ministérios, Bloco “U”.

O participante que desejar fazer intervenções durante a Audiência Pública deverá se inscrever até o dia 16/05 por meio do envio de e-mail para comiterenovabio@mme.gov.br, informando o nome de quem fará a intervenção e, se for o caso, a entidade que representa. Será dada prioridade às entidades representativas do setor de biocombustíveis.

No dia 20/05 será encerrada esta etapa e se iniciará o processo de consolidação das contribuições. As diretrizes estratégicas podem ser aperfeiçoadas, e a partir disso deverá ser buscado o instrumento adequado para a formalização dessas diretrizes, importantes para nortear as políticas públicas de Estado para os biocombustíveis.

Brasília: Seminário Bioquerosene e o RenovaBio

O Seminário tratou da inserção do Bioquerosene de aviação na matriz energética nacional e como a nova Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) pode contribuir para acelerar esta penetração. O evento foi organizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), a Embraer e a Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis de Aviação, Gol Linhas Aéreas; e aconteceu na sede do CNPq, em Brasília, nesta segunda-feira, 07 de maio.

José Mauro Coelho, Diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética, participou do evento apresentando a palestra “Mercado Futuro de QAV e Bioquerosene”, na qual mostrou que em 2016, a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) aprovou o CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation), que entrará em efetividade em 2020, obrigando a indústria de aviação civil dos países signatários a neutralizar ou compensar suas emissões de gases do efeito estufa. De acordo com José Mauro, a aprovação do CORSIA pela CAO, um instrumento baseado em mercado e alinhado com as resoluções da COP-21, reforça a obrigação da indústria de aviação em mitigar as suas emissões de CO2 e diferente do setor rodoviário, a solução para o setor aéreo não passa pela eletrificação. A alternativa são os combustíveis sustentáveis de aviação, inclusive o etanol.

De acordo com Pedro Scorza, assessor técnico para combustíveis renováveis da Gol Linhas Aéreas, “No Brasil temos grandes oportunidades em lipídeos e oleaginoseas. Além disso, ainda existe a cana-de-açúcar, que já é uma realidade industrial”.

O Presidente Executivo do Sindalcool PB, Edmundo Barbosa, esteve presente à ocasião e afirmou que “O Ministério das Minas e Energia tinha por lei essa obrigatoriedade de propor metas de descarbonização, que depois vão ser desmembradas em metas para as distribuidoras. As petroleiras querem uma meta menor, mais baixa, e propuseram na semana passada 7,2%ou 7,6%, e agora a meta lançada pelo Ministério foi de 10% de redução na intensidade de carbono na matriz energética. Ou seja, de 2018 à 2028 deve-se atingir essa meta de redução de gramas de CO2 por megajoule de energia (mJ/g).  Inclusive no evento o tema principal era o bioquerosene, mas também se discutiu muito sobre biodiesel e etanol. Todas as empresas aéreas precisam reduzir em 50% as suas emissões até 2050, e elas estão buscando isso”.

Metas para o RenovaBio são propostas pelo MME

O Ministério de Minas e Energia (MME) elaborou uma proposta preliminar que estabelece como meta uma redução de 7% na intensidade da emissão de carbono dos combustíveis nos próximos dez anos, conforme documento obtido pelo Valor Econômico.

Modelo – O modelo foi apresentado em reunião do Comitê RenovaBio e circula entre representantes do segmento. As metas de emissão são consideradas o elemento central do programa RenovaBio, já que determinarão o grau de incentivo à produção de biocombustíveis.

Certificados – Para garantir essa redução de 7%, o MME avaliou que, em 2028, teriam que ser comercializados 79,7 milhões de certificados de biocombustíveis (CBios). Os CBios serão vendidos pelos produtores às distribuidoras em bolsa.

Preço – O preço dos CBios oscilará conforme oferta, demanda e atuação de players financeiros. Uma das hipóteses trabalhadas pelo MME é de um preço de R$ 34 por tonelada em 2028, conforme valores esperados para 2020 no mercado internacional de carbono e um câmbio de R$ 3,40. Isso significaria que o mercado de CBios poderia movimentar R$ 2,71 bilhões em 2028.

Premissa – O modelo adota como premissa que, em 2018, cada megajoule de energia produzida pela média dos combustíveis no Brasil vai emitir 73,55 gramas de gás carbônico equivalente (a todos os gases de efeito estufa). Essa relação é chamada de intensidade de carbono.

Meta de intensidade – Para 2019, a meta de intensidade de carbono da matriz de combustíveis proposta pelo MME é de 73,52 gramas de CO2 equivalente por megajoule. O modelo prevê uma redução progressiva até 2020, depois um aumento até 2022 para 73,46 gramas de CO2 equivalente por megajoule, e posteriormente uma retomada da redução da meta para até 68,97 gramas de CO2 equivalente por megajoule em 2028. Em relação a 2018, esse número representa uma redução de 7%.

Gases de efeito estufa – Isso não significa, porém, que a diminuição da intensidade de carbono reduzirá o volume total de gases de efeito estufa emitidos pelos combustíveis em 2028 em relação a 2018. Se essas metas forem adotadas, a emissão total de CO2 equivalente em 2028 deverá ser de 345 milhões de toneladas, enquanto para este ano a perspectiva é que a matriz de combustíveis emita 289 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Matriz – No entanto, sem essas metas, o MME avalia que a matriz de combustíveis do Brasil chegaria em 2028 emitindo 425 milhões de toneladas de CO2 equivalente – 80 milhões de toneladas a mais apenas em 2028 caso não seja implementado o RenovaBio. Em dez anos, as metas evitariam a emissão de 552,7 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Base – O modelo do MME é pautado em várias premissas de econômicas. Uma delas é de que o consumo de ciclo Otto crescerá 24,3% até 2028. Também foi considerado que a frota brasileira aumentará em média 2% ao ano, entre outras.

Impacto – Se esse modelo se confirmar, haverá um impacto no perfil da demanda por combustíveis. O MME avalia que haverá um aumento da participação dos biocombustíveis na matriz, o que significaria um aumento da demanda por etanol hidratado em 76% em dez anos, ou de 20,2 bilhões de litros, para 35,7 bilhões de litros em 2028. (Valor Econômico)

Sustentabilidade e Meio-ambiente

Recentemente tivemos em João Pessoa importante evento sobre o setor sucroalcooleiro, a fauna e a floresta.  Em tempos de destruição florestal, extinção de animais, efeito estufa e altos índices de poluentes não só nas águas mas também no ar, entre outros desequilíbrios ambientais, é imprescindível manter um diálogo com a sociedade como um todo sobre preservação e sustentabilidade.

Diálogos de sustentabilidade no setor sucroalcooleiro estabelecem sinergias entre o setor produtivo de biocombustíveis, os setores ambientais da academia e terceiro setor dentro do quadro do Renovabio. A Mata Atlântica paraibana apesar de ter apenas 8,5% de sua área ainda com florestas, tem um imenso valor biológico. Ali foram descobertas novas espécies, também sendo o local onde vivem outras que só existem nas nossas matas. De acordo com o Doutor em Biodiversidade, professor Pedro Cardoso Estrela “O setor sucroalcooleiro é indispensável para a preservação destas matas e animais pois é detentor dos maiores e mais importantes remanescentes, a ‘arca de noé’ da mata paraibana”. O setor tem contribuído significativamente nesta preservação e gerado muita informação científica em parceria com as universidades, além de formar um grande contingente de recursos humanos qualificados.

Ainda de acordo com Estrela, “é importante alavancar uma agenda de pesquisa quantitativa que permita uma integração maior das ações de manejo da floresta e da fauna para a manutenção de serviços ecossistêmicos, principalmente com consequências hídricas. Tal agenda deve permitir gerar conhecimento para criar tecnologias de manejo da paisagem aliando aumento de produtividade e incremento de biodiversidade. Os resultados de anos de trabalho, e do encontro no evento, apontam para um cenário totalmente inédito onde o setor sucroalcooleiro perde o estigma de devastador e ganha o devido reconhecimento de parceiro chave da proteção da biodiversidade”.  

Nasce a Rota da Paz: turismo rural e ecológico.

Em tempos de desrespeito à natureza, e de suas cada vez mais gritantes consequências como poluição do ar, sonora ou da água, além da extinção de várias espécies da nossa fauna e flora, e do efeito estufa; todas prejudicando direta ou indiretamente ao Homem, o setor sucroalcooleiro da Paraíba sai na frente no que se refere à produção e sustentabilidade, ou respeito à natureza.

Um exemplo recente disto é a criação, pelo presidente executivo do Sindalcool, dr. Edmundo Barbosa, da Rota da Paz, na Paraíba. A Rota também remete ao conceito de ecoturismo, pois é um roteiro de visitação a áreas de preservação permanente onde há a flora nativa e animais silvestres que se pensava estarem extintos, a exemplo de alguns pássaros e do Macaco Guariba.

Durante todo o trajeto estarão instaladas estações de divulgação e memória dos grandes pacifistas da humanidade. Portanto é um roteiro também cultural, e de turismo rural por áreas de matas nativas e de produção de cana, etanol e cachaça do litoral norte ao sul do Estado. Os visitantes também farão paradas em locais muito atrativos, de rara beleza natural.

Durante todo o dia os visitantes serão acompanhados por guias de turismo treinados por empresas especializadas. A primeira visita ao percurso acontecerá em maio/2018, oferecida a jornalistas locais. Para a execução do projeto Rota da Paz, o Sindalcool firmou parceria com Asplan, Senar e Sebrae.

Valor Econômico: Brasil defendeu etanol na União Europeia

O Brasil e outros países produtores de etanol defenderam a importância do produto numa conferência sobre o papel de biocombustíveis na descarbonização do transporte na Europa, este mês de abril, em Bruxelas. Organizada pela Comissão Europeia e outra instituições internacionais, a conferência ocorreu num momento crucial, antecedendo a fase final de negociações entre os europeus sobre a nova diretiva que vai regular o mercado de energia renovável na Europa de 2020 a 2030.
A primeira diretiva, de 2009, procurou promover os biocombustíveis para descarbonização no setor de transportes. Mas a União Europeia começou a mudar essa posição em 2016 com uma nova proposta de diretiva para limitar a parte de biocombustíveis convencionais nos transportes a um máximo de 7% em 2021 para 3,8% em 2030. Ao mesmo tempo, defende a obrigação de aumentar a 6,8% em 2030 a parte de outros carburantes com fracas emissões, como eletricidade renovável e biocombustíveis avançados nos transportes.
O debate tem sido grande na Europa sobre a possibilidade de limitação do uso dos chamados “biocombustíveis convencionais”, ou de primeira geração, como o do Brasil. Além das críticas envolvendo o debate “alimentos contra combustível”, as preocupações têm sido sobre emissões de gases de efeito estufa decorrentes de mudanças indiretas no uso da terra (ILUC, em inglês).
Mas o Brasil, que lançou recentemente a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), e outros produtores contestam os cálculos feitos sobre o ILUC. E querem promover os biocombustíveis tomando como base não a matéria-prima com a qual são produzidos, e sim sua pegada de carbono.
A avaliação entre observadores é de que a Europa começou a ficar na contramão do que tem sido feito no mundo, ao querer limitar o biocombustível de primeira geração, sem considerar sua importância na redução de emissões.
Um relatório da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena), que tem mais de 150 países-membros, defende que todas as formas de renováveis em transportes serão necessárias para que a UE alcance seus objetivos de descarbonização no longo prazo. Dentro da UE, a área de clima quer estar na vanguarda do combate à mudança climática, enquanto a de energia foca principalmente nos transportes e aposta na expansão futura de veículos elétricos. Ocorre que a UE tem mais
de 256 milhões de carros, com troca anual de 14 milhões na média por novos carros. A expectativa de Bruxelas é de que 30% dos novos carros serão elétricos em 2030.
Apesar do discurso ambiental da UE, o que pesa no fim do jogo é o comércio. Basta ver que a tarifa de importação de etanol brasileiro é de € 0,19 por litro, comparado a zero para o petróleo cru e 4,7% para o refinado. Além disso, a transição energética na Europa está relacionada à oportunidade de desenvolvimento industrial e tecnológico. E os europeus querem investir mais onde podem ter maior impacto para suas indústrias. Para analistas, os debates na Europa estão muito ideologizados, com preconceito com relação ao uso de biocombustíveis, e desconsideram experiências positivas em lugares como o Brasil, Canadá e o Estado da Califórnia.
Por isso, o evento reuniu participantes de terceiros países para comentar essas experiências e, eventualmente, influenciar na negociação entre a Comissão Europeia, o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu na definição da nova diretiva. E isso tendo como base conciliar preocupações com sustentabilidade dos combustíveis com a necessidade de soluções para descarbonização dos transportes no curto prazo.

Por Assis Moreira

 

Resultados do evento “Setor Sucroalcooleiro: Fauna e Floresta”

Podemos dizer que o evento foi dividido em três momentos: apresentação de palestras e debates; reconhecimentos prestados pelo Sindalcool a cinco produtores rurais por seu trabalho em relação ao Meio Ambiente, Qualidade da Cana de Açúcar e Uso de Tecnologias de Produção; e uma reunião restrita (da qual também participou o dr. Edmundo Barbosa, presidente administrativo do Sindalcool) apenas para plano de manejo das RPPNs (Revervas Particulares de Patrimônio Natural), áreas de terras escrituradas para serem definitivamente áreas de preservação permanente, da Gargau e Pacatuba.

O sr. Marcelo Morandi, da EMBRAPA, esteve presente no evento, e concluiu que a “a busca por sustentabilidade, por sua natureza multi-facetada, estimula e encoraja o diálogo entre entre diferentes visões e interesses. O evento promoveu isso de forma muito clara. Uniu o setor público, organizações ambientalistas e produtores do setor sucroalcooleiro em um debate com resultado muito produtivo, aliando a produção economicamente viável, com responsabilidade social e proteção ambiental. O RenovaBio tem esse mesmo objetivo: promover o aumento de eficiência na produção de biocombustíveis e a  redução das emissões de gases de efeito estufa, de modo sustentável, trazendo benefício para toda a sociedade brasileira”.

Reconhecimentos:

Banners recebidos como lembrança para as empresas com mamíferos que habitam as áreas de cana e reservas florestais.

EVENTO! Setor Sucroalcooleiro: Fauna e Floresta

Vamos falar sobre sustentabilidade e biocombustíveis? Vagas limitadas!

Com muita informação e justas homenagens, A Universidade Federal da Paraíba e Japungu Agroindustrial realizarão o evento “Diálogos de Sustentabilidade no Setor Sucroalcooleiro: Fauna e Floresta”, no auditório da Asplan – João Pessoa, dias 19 e 20 de abril/18.

Aguardado com grande expectativa pelo setor, o evento será aberto com palestra proferida pelo Dr. Edmundo Barbosa – Presidente Executivo do Sindalcool, com o tema “RenovaBio: política de biocombustíveis na redução de emissão de carbono”. Dr. Edmundo Barbosa afirma: “Com a Política Nacional de Biocombustíveis – RenovaBio, serão alcançados objetivos no meio ambiente e na indução de maior produtividade e volume no abastecimento com etanol, no biodiesel para reduzir a poluição do diesel, no bioquerosene de aviação e no biometano com aproveitamento dos gases dos aterros sanitários, biodigestores e estações de tratamento de esgotos. A elevação de produção desses biocombustíveis irá beneficiar o meio ambiente e gerar muito mais empregos. Os produtores de biocombustíveis estão se organizando para cumprir as metas nacionais de redução de emissão de poluentes nos transportes até 2030. O evento irá celebrar este momento e esclarecer que o RenovaBio abre a perspectiva do estabelecimento de condições que induzam ganhos crescentes de eficiência, e reduções de custo e de preço dos biocombustíveis aos consumidores. Um plano sem subsídios ou redução de impostos, que se aplica ao etanol, biodiesel, biogás e biometano, e bioquerosene”.

Antônio Carlos de Lacerda, Engenheiro Ambiental da Japungu Agroindustrial, explica que é uma oportunidade de se trabalhar em três áreas: o setor sucroalcooleiro, a academia e a sociedade, então pode-se planejar uma agenda de trabalho na área ambiental com esses setores. Ele espera que grande parte do setor sucroalcooleiro participe do seminário: “Lá poderão conhecer melhor o que têm de recursos naturais em suas propriedades. Quando entenderem que há uma relação muito estreita entre floresta, água, solo, biodiversidade e que isso leva a uma produção maior, porque todo o sistema de própria natureza já fornece esse serviço, poderão vislumbrar um maior ganho econômico futuro”. Já em relação à parceria com a Universidade, espera-se que seja aberto um campo enorme para que ela possa fazer suas graduações e pós graduações nas áreas de biotecnologia ou de ciências, por exemplo. Assim, com a academia gerando mais conhecimento, a sociedade vai ganhar também, porque terá mais informações disponíveis e mais profissionais qualificados. Então ganham as três áreas e consequentemente o meio ambiente, gerando sustentabilidade.

Sobre a ocasião, Mayara Dantas Guimarães Beltrão – Bióloga e Mestre em Ecologia e Conservação pela Universidade Estadual da Paraíba e Doutoranda em Ciências Biológicas com ênfase em Zoologia pela Universidade Federal da Paraíba, comenta: “Nossa expectativa é que se abra o diálogo e se aproximem usineiros e produtores independentes, gestores de órgãos ambientais e pesquisadores que atuem nessas áreas para fomentar a gestão racional, a manutenção dos remanescentes florestais da região e assim dar um passo na criação de uma agenda de interesses comuns entre os setores, bem como um manejo integrado da biodiversidade, uma vez que esta não reconhece fronteiras políticas”.

Em paralelo, também na Asplan, no dia 20 de abril a partir das 11 horas, o Sindalcool prestará homenagem a cinco produtores rurais por seu trabalho em relação ao Meio Ambiente, Qualidade da Cana de Açúcar e Uso de Tecnologias de Produção. E à diretoria de uma grande empresa, recordista em faturamento pelo Valor Econômico, nascida na Paraíba e com atuação nacional. 

Você pode participar do evento inscrevendo-se através do link abaixo:

https://www.sympla.com.br/dialogos-de-sustentabilidade-no-setor-sucroalcooleiro-fauna-e-floresta__261586