Não podemos dizer com certeza qual é o futuro do Covid-19. Mas, com base em nossa experiência com outras infecções, há poucos motivos para acreditar que o coronavírus SARS-CoV-2 irá desaparecer em breve, mesmo quando as vacinas estiverem disponíveis. Um cenário mais realista é que ele será adicionado à (grande e crescente) família de doenças infecciosas que são conhecidas como “endêmicas” na população humana.

À medida que a propagação global da doença aumenta novamente, parece improvável que as medidas atualmente disponíveis possam fazer mais do que controlar a propagação, exceto em países que podem efetivamente se isolar do mundo exterior. O fato de que a grande maioria da população permanece suscetível até certo ponto significa que há uma tendência que deve persistir por algum tempo.

Ainda não está clara a probabilidade de cidades ou regiões específicas alcançarem o que é conhecido como imunidade da população, quando um número suficiente de pessoas se torna imune a uma doença, seja por vacinação ou por infecção natural, sua disseminação começa a diminuir e o número de casos diminui gradualmente. Mas isso não significa que desapareça instantaneamente ou completamente.

Além de qualquer área com imunidade populacional, provavelmente existem muitos locais que ainda têm indivíduos suscetíveis o suficiente para sustentar a transmissão. O que temos visto é que nenhuma medida de isolamento é forte o suficiente para interromper completamente a interação humana entre regiões dentro do estado, do país e entre países, ou globalmente. Os esclarecimentos vem do Professor de Epidemiologia Teórica Hans Heesterbeek[1] publicados pelo World Economic Forum.

“Temos memória curta, em tão pouco tempo as medidas de prevenção começam a ser esquecidas. Poucas ações para a transformação e a reativação da economia. Falta urgência na redução das emissões dos combustíveis fósseis…” Felizmente no Brasil, os consumidores podem escolher o que é melhor, os mais participativos e modernos escolhem o etanol ao abastecer, afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool na Paraíba, Edmundo Barbosa.

Todo cuidado é pouco. Continue lavando as mãos, evite entrar em aglomerações, use máscara sempre, use álcool 70 ou gel, tire os sapatos ao chegar em casa, lave bem as roupas e se mantenha consciente.

Edmundo Barbosa com o Professor e Dr Hans Heesterbeek da Universidade de Utrecht (Holanda)


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