O presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool na Paraíba (Sindalcool), Edmundo Barbosa, chamou a atenção dos internautas, na noite da quarta-feira (29), na 7ª Edição da Webinar, “A Economia que Queremos”, organizado pelo Conselho Regional de Economia (Corecon), para um dado importante ao citar informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), quando revelou que 90% da população mundial respira mais de 20 microgramas de partículas/metro cúbico de ar.

Outro dado preocupante citado pelo executivo, foi a morte pré-matura de 7 milhões de pessoas/ano. Mas que poderia ser revertido com mudança de comportamento da população ao adotar iniciativas sustentáveis para diminuir a poluição do ar, agravante para muitas doenças, como a substituição de combustíveis fósseis pelos biocombustíveis.

         Segundo Edmundo, a transição energética para a economia de baixo carbono é desejada em meio a pandemia, quando se viu, em estudo da Universidade de Harvard, que a morte de pessoas com Covid-19 nos Estados Unidos foi resultado também da poluição do ar. “A narrativa para a transição energética é papel de todos nós, pois é uma questão de escolha, apostar na sustentabilidade”, destacou.

         O presidente do Sindalcool manifestou na ocasião, o desejo que a Paraíba dê um salto nessa condição, pela preferência da energia renovável pois vai contribuir com o desenvolvimento e qualidade de vida da população, e que para isso, é preciso valorizar a capacidade de sequestrar carbono com a emissão e compra de certificados pelo RenovaBio que começou a ser executado esse ano, em todo o país.

         Ele falou ainda da necessidade de atrair investidores em projetos de sustentabilidade.

         Edmundo lembrou que no ano passado, o etanol representou 46% da matriz energética com o abastecimento de veículos leves. Na Paraíba o crescimento foi maior que 70% em alguns meses, em relação aos anos anteriores.

         Segundo o executivo, o Sindalcool já é signatário da Campanha “Breathe Life”, organizada pela OMS, que presta esclarecimento à opinião pública sobre os riscos pela poluição do ar. “Para a retomada da economia, não podemos sair da pandemia como entramos. Vamos aproveitar as lições que isso representou. Prefiro acreditar que o mercado vai reagir. Precisamos de uma narrativa consistente para a transição energética”, destacou.

         Edmundo relembrou que mesmo com a queda nas vendas do etanol, as setes usinas associadas deram início a safra 2020/2021 na última semana e prevê um crescimento de 15%.

         Ele lembrou que as usinas apostaram na solidariedade para ajudar as famílias em situação de vulnerabilidade com a doação de cestas básicas e mais de 30 mil litros de álcool 70% para o Estado e municípios. Além disso, também não descuidaram dos seus colaboradores ao organizarem e executarem um Protocolo de Contingenciamento Unificado para o enfrentamento a Covid-19, a fim de não prejudicar o andamento da safra em curso.

         O presidente do Sindalcool lembrou ainda da participação das usinas paraibanas na economia estadual, pois geram de forma indireta mais de 65 mil empregos em 26 municípios.

         Ele destacou ainda da iniciativa sustentável das usinas da Paraíba, quando foram as primeiras no Brasil a aderirem ao RenovaBio que aponta para um mercado auspicioso e animador, pois, mesmo só início da execução do programa, ainda esse ano, 1,6 milhões de certificados de descarbonização estão sendo negociados. “Um título que deverá ser valorizado nos próximos anos”, disse.

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