Estamos vivendo uma emergência ambiental e é quase um consenso entre os cientistas que as mudanças climáticas são causadas pelo homem.

O Etanol evita a emissão de gases de efeito estufa, a gasolina contém benzeno, cancerígeno. O etanol reduz as internações por problemas respiratórios como tem mostrado o professor Paulo Saudiva da Faculdade de Medicina na USP. Estudos apontam que a situação do ar em São Paulo só não é pior graças ao etanol.

O presidente executivo do Sindalcool, Edmundo Barbosa, explica que estamos vivendo um enorme ciclo de transição da matriz energética: “Em breve as células combustível abastecidas com Etanol irão aproveitar o hidrogênio e a alta densidade energética desse biocombustível para a evolução da mobilidade. Navios e automóveis deverão emitir então apenas vapor de água. Os biocombustíveis serão uma parte essencial da transição energética. O Brasil está liderando o caminho para mostrar como eles podem ser usados ​​em escala, reduzindo as emissões do transporte”.

Com os veículos movidos à eletricidade os consumidores poderão recarregar as baterias nos postos de combustível equipados com um reformador que recebe etanol de um lado, extrai o hidrogênio e as recarrega. É um equipamento menor, mais leve e mais barato do que o usado nos postos que hoje oferecem GNV. Esta é a realidade para um futuro próximo. A Nissan já encomendou à Unicamp/SP o projeto de um carro elétrico cujas baterias são recarregáveis a partir deste processo.

Por outro lado, está em vigor no Brasil o RenovaBio, Política Nacional de Biocombustíveis resultante dos compromissos assumidos pelo Brasil na COP 21, e que prevê a certificação de todos os produtores desde o plantio até a etapa final de envio dos biocombustíveis para o mercado. Todas as emissões de gases de efeito estufa durante o processo de produção dos biocombustíveis estão sendo medidas e ao final cada empresa terá uma nota ambiental dada pela divisão do volume de emissões de CO2 pelo Volume de energia limpa produzida em Mega Jaules.

Desta forma cada uma terá mais, ou menos, direito a emissão de Certificados de Biocombustíveis, que serão títulos negociados no mercado de bolsa de valores, criando assim um incentivo à produção de biocombustíveis para elevar o volume e reduzir o preço aos consumidores em razão da escala. Barbosa afirma que “neste momento as usinas da Paraíba estão liderando esse processo de certificação entre as usinas do Nordeste”.

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