O Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool na Paraíba (Sindalcool) foi uma das primeiras instituições do Nordeste a apresentar o Protocolo de Enfrentamento a Covid nas agroindústrias paraibanas, como forma de proteger os trabalhadores e evitar o afastamento e paralisação no processo produtivo, conforme informou a própria entidade, ao participar de uma audiência pública sobre o Abril Verde (movimento para reduzir acidentes no trabalho), promovida pela Comissão de Saúde, Assistência Social, Saneamento, Segurança Alimentar e Nutricional da Assembleia Legislativa.
O assessor de Economia do Sindalcool, Marcelo Martins, representou o dirigente da instituição, Edmundo Barbosa e destacou o trabalho realizado para minorar a crise sanitária do Estado em razão da pandemia e das famílias em situação de vulnerabilidade social. Para isso, foram distribuídos mais de 30 mil litros de álcool 70% aos hospitais públicos estaduais e entidades ligadas ao Comitê de Crise da Covid-19.
Para as famílias em condições de vulnerabilidade social foram distribuídas cestas básicas nas comunidades carentes adjacentes às sedes das usinas, e que ainda continuam com esse tipo de ação solidária.
Ao falar das contribuições do setor sucroenergético na economia da Paraíba, destacou o investimento só no ano de 2018 de mais de R$ 1 bilhão com salários, impostos e insumos.
Marcelo Martins defendeu o uso do etanol não só para movimentar a economia, mas evitar o aumento de problemas de saúde em decorrência da poluição do ar, e citou estudos da Sociedade Europeia de Cardiologia ao apontarem que lugares que tenham ar mais poluído, aumentam em 15% as chances de morte por Covid-19 ao redor do mundo.
Justificou a defesa pelo uso do biocombustível ao citar que 1 litro de anidro que se mistura à gasolina, chega a evitar 1,28 kg de CO2 na atmosfera e o tipo hidratado se evita 1,17 kg de CO2. “Pelo consumo de etanol na Paraíba no ano passado, foram evitadas a emissão de 171 mil toneladas de CO2 na atmosfera”, informou o representante do Sindalcool.
Ele ainda lembrou das campanhas apoiadas pelo Sindalcool para a redução da poluição, como a Breathe Life, organizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e as recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para a realização de compras sustentáveis pelos entes públicos.
